Lupas (806)
-
De novo, o Oscar reconhece um filme sobre o racismo não apesar de, mas porque explora o tema com um olhar enviesado, aqui retratando a transformação de um homem branco preconceituoso e exaltando sua humanidade. Por outro lado, um baita feel good movie, em que Peter Farrelly e grande elenco usam como poucos o cinema tal como ele é: uma arte da manipulação. Só não é lá tão sofisticado, com a dramaturgia, a fotografia e a trilha sonora sendo seus principais trunfos de linguagem.
Rodrigo Torres | Em 15 de Fevereiro de 2019.
-
Quando eu sinto e compro todos os excessos de Quentin Tarantino pós-Sally Menkel. Além de tudo que já foi dito, tal como Rastros de Ódio, um ótimo filme de época sobre conflitos (inclusive de gênero) que reverberam até hoje na sociedade americana.
Rodrigo Torres | Em 21 de Janeiro de 2019.
-
Mais uma vez, Shyamalan usa da exposição excessiva para dar sentido a uma mitologia complicada, que nunca flui naturalmente, ao ponto de soar forçada e desarticulada até na hora do desfecho — truncado, exaustivo, com direito a longo epílogo.
Rodrigo Torres | Em 18 de Janeiro de 2019.
-
Há algo de Andy e Woody, de Toy Story, na relação de afeto e (mútuo) amadurecimento de Soluço e Banguela. E assim feito com menor ambição, com uma singeleza própria e genuína que potencializa sua história simples. Novo e inesperado acerto da DreamWorks.
Rodrigo Torres | Em 18 de Janeiro de 2019.
-
Por um lado, Miles Morales é como um personagem de Spike Lee. Por outro, o conceito complexo de multiverso é radicalizado por uma animação moderna e ambiciosa, no traço e na trama, cheia de energia, cores, bom humor e toda sorte de referências.
Rodrigo Torres | Em 17 de Janeiro de 2019.
-
Glenn Close e Jonathan Pryce sobram em um filme que não valoriza sua premissa envolvente e o requinte inerente à história e à forma com que o filme é contado — ao menos até flashbacks preguiçosos entrarem na narrativa com a mesma indolência de seu texto.
Rodrigo Torres | Em 14 de Janeiro de 2019.
-
Um baita potencial, mais uma vez, desperdiçado. Dessa vez, não pela falta de um protagonista (personagem e intérprete) sem carisma ou um diretor sem competência, mas por uma narrativa excessiva, com direito a vilão demais. Mas o clímax compensa.
Rodrigo Torres | Em 14 de Janeiro de 2019.
-
Referências não se bastam, e aqui elas se acumulam como grande compensação criativa de um filme que, mais uma vez, peca em inspiração do desenvolvimento ao desfecho. Ou um filme bobo não (apenas) por ser voltado para crianças, mas por sua míngua narrativa
Rodrigo Torres | Em 14 de Janeiro de 2019.
-
A história de uma cidade, de um povo e de toda a sua cultura (tão rica e efervescente apesar de tanta opressão) em forma de um cinema grandioso, que bem alia arte e panfleto.
Rodrigo Torres | Em 03 de Janeiro de 2019.
-
Aula de cinefilia e de roteiro, que alia vários tipos de comédia a uma trama de suspense inquietante em que uma série de falhas e coincidências ameaçam personagens de muito carisma. Quando transborda a narrativa, um protesto que soca o estômago, a cara.
Rodrigo Torres | Em 28 de Novembro de 2018.
-
O jovem e o mundo contemporâneo, questões de cunho social e político, incrível domínio de linguagem e narrativo (o real, o imaginário, o simbólico e o ponto de vista se confundem), a fluidez e a complexidade de uma obra-prima literária. O melhor do ano.
Rodrigo Torres | Em 28 de Novembro de 2018.
-
Bogdanovich conjuga o que Brooks, Edwards e Sellers faziam de melhor (e Bolaños tentaria emular tantas vezes) em um verdadeiro balé de gags em perfeita coreografia. Como screwball comedy, tão doce e atrevida quanto a atuação hipnótica de Streisand.
Rodrigo Torres | Em 27 de Novembro de 2018.