Lupas (1904)
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Tem muito charme na fotografia, realmente é um filme que visualmente se destaca, mas o roteiro não me pegou nem um pouco, é uma vibe meio deprê masturbatória, cansativa, e muito sem gracinha. Pelo visto até alguns dos críticos lá não foram mjuito com a cara, para não o elegerem representante da Índia, um cinema do qual muito pouco me agrada, mas que ao menos aqui tem alguns bons momentos e só. Parece mais um projeto pessoal mesmo, ainda que tecnicamente melhor do que a média por lá.
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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É bonitinho, mas se percebe de longe o olhar elitizado ao projeto, cujo produto é de fato um marketing social de uma ONG. Essa tensão no trabalho irrompido por lampejos como "ida ao cinema", "esperteza para revender", "educação", mostra como idealizamos as personagens sem atacar a estrutura, típico do carnavalesco que leva pobreza à Marques de Sapucaí.
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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Fiquei surpreso positivamente, é como se pegasse a competência de um David Fincher e a esperteza do Spike Lee para criar um thriller baseado em fatos que não poupa nas mortes e no tom naturalístico, sem deixar de lado o suspense pelo jogo de caça. O roteiro já mostra às claras os dois arcos, dos poiciais e dos vilões, de modo que não há surpresas, mas tão somente cenas estarrecedoras sobre o discurso neonazista, cujo lastro ainda persiste. Até fui procurar pelo livro "O diário de Turner".
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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Não que eu morra de amores pelo anterior, mas o Anthony Mackie está tão ruinzinho aqui, e nem é culpa dele, é culpa de um roteiro que, vendo de perto, não se sustenta: o cara com poder de controlar mente não consegue ser efetivo, apenas fica fazendo picuinhas pra ter um filminho desse bem mequetrefe. A direção de arte do homem de ferro continua superior a muitos exemplares da Marvel, e para a nossa sanidade, as piadas nível quinta série também são contidas aqui.
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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O humor britânico não me pegou nem um pouco neste filme, que deveria ter sido o mais reflexivo, mas é tão somente o mais aborrecido. Não sei como é o livro, mas imagino que os personagens não sejam tão estúpidos assim, porque sinceramente esperava uma Bridget Jones mais madura pela situação. O que temos é uma eterna adolescente mimada tentando conviver com os relacionamentos, e seus pares cafonas e sem sal. Ao menos tenta dar representatividade a corpos não tão jovens, pena que é bem esquecível.
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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"Sing sing" parece ser o representante "The black lives matter" do Oscar, não sem mérito, claro. Mas algo me diz que faltou aqui maior consistência, sabe. O ápice para a triunfante apresentação na verdade nem existe, e o filme foca nas relações, em especial do protagonista. não que tenha ficado ruim, ao contrário, mas o roteiro deixou de por a arte e o teatro nos holofotes para se ocupar do microuniverso. O xilique do Colman Domingo só mostra que temos algo aqui muito plastificado mesmo.
Alan Nina | Em 16 de Fevereiro de 2025.
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O pior é que tinha potencial, tem certo grau de tensão aqui e um argumento interessante, algumas cenas no carro blindado funcionam. Mas é impressionante o nível de idiotice que imprimiram aos vilões e ainda de canastrice dado ao Stallone, querendo preservar sua marca heroica. Olhando de perto, o roteiro não se sustenta muito, por mais esforço que possamos fazer.
Alan Nina | Em 13 de Fevereiro de 2025.
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O visual com a lego ficou muito bonito, e até o terço final era o que mais se destacava, junto com a trilha e a edição rápida, passando a ideia de algo em construção mesmo. Mas já para o final,o filme ganha contornos existencialistas, com um amadurecimento do Pharrel como pessoa e artista e também um ser humano incrível, tudo embalado por músicas que se eternizaram. Apesar de não fugir ao estilo de biografias condescendentes ao tom de homenagem, o esforço em entregar algo bem produzido vale ver
Alan Nina | Em 13 de Fevereiro de 2025.
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Ainda bem que fui assistir sem saber direito a sinopse, porque o timing para as revelações está quase perfeito. Apesar de abusar dos velhos clichês, como casa no meio do nada, policial que aparece e não resolve, protagonista encurralado e dando a volta por cima ao final, o filme conta com um bom ritmo e um roteiro que brinca com a situação. Poderia sim ser mais sombrio, com mais sangue. Mas ao mesmo tempo que está contido, está também mais natural, e a imersão é garantida, por mais absurda.
Alan Nina | Em 07 de Fevereiro de 2025.
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Até aumentou minha estima por "A real pain". Há um esforço muito grande dos atores aqui em não tornar tudo a perder, frente à péssima construção das situações, caricaturais ao extremo, com direito até mesmo a piadas gordofóbicas, etarismo, personagens secundários maniqueístas.... E olha que é baseado em fatos reais!!! Segue a mesma lógica do filme do Jesse Eisenberg mas sem sua sensibilidade, e ainda tem protagonistas irritantes demais (da água para o vinho, vão melhorando no decorrer do longa).
Alan Nina | Em 03 de Fevereiro de 2025.
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Justiça ou vingança? Um documentário que mergulha nas dores íntimas tanto da vítima e de seus familiares como de quem executa a ação, bem como de profissionais envolvidos. Sabemos que a humanidade deu errado quando ainda existem estados permitindo legalmente matar outro ser humano (independentemente dos erros que este tenha cometido). No entanto, me incomoda um pouco a visão racionalista dos fatos, pois é absolutamente natural esse sentimento de vingança, o que é meio constrangedor ver o pedão.
Alan Nina | Em 03 de Fevereiro de 2025.
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Ela é maravilhosa, mas se percebe o desconforto que é deixá-la como o foco das atneções, de modo que é um documentário estranho, tangenciando sempre que possível. Passou a sensação de ser até desnecessário tudo isso.
Alan Nina | Em 03 de Fevereiro de 2025.