Lupas (1904)
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O começo do filme é muito bem filmado, com o argumento sendo apresentado de forma satisfatória, mas o desenvolvimento deixa a desejar, inclusive com problemas de ritmo e edição. No geral, a história é bem simples, e não há o típico suspense policial, de odo que já sabemos o que conduz o macaco por trás, bem como revelações no meio do filme já nos apresentam os elementos meio que "maniqueístas", mas diretos, da trama. Assim, só restam os sustos e "se divertir" com as mortes.
Alan Nina | Em 04 de Março de 2025.
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A estética clama por filme diferentão, mas é no fundo, muita perfumaria, o que é uma pena, pois a pegada realista funciona algumas vezes, tem uma história poderosa, personagens marcantes, e sabe muito bem aonde quer chegar. Só não precisava dar uma "Godarizada" no percurso.
Alan Nina | Em 28 de Fevereiro de 2025.
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Pleno 2025 e as produtoras deram lugar a uma história água com açúcar de uma família vampira. Eles, diferente da família Adams, vão tentar esconder a esquisitice em prol da imagem de família de margarina, e tudo é tão arrastado com efeitos visuais que lembram a novela "Os mutantes da Record". Péssimo.
Alan Nina | Em 28 de Fevereiro de 2025.
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Completamente esquecível, dando voltas sobre uma DR interminável para ser mais do mesmo. Desnecessário.
Alan Nina | Em 26 de Fevereiro de 2025.
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Há um encontro muito bem vindo entre a trilha e as imagens, e um roteiro que parece até mesmo um prelúdio a "A origem", mas com retornos no tempo para dar vazão à criatividade de Buñuel e do Dalí, dois gigantes. Eu particularmente sou mais ignorante e metódico, mas a curta duração ao menos fez me divertir.
Alan Nina | Em 25 de Fevereiro de 2025.
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A edição é tenebrosa, e é um filme tentando emular a pegada francesa. Por mais que tenha esforço nas atuações, os closes e a forma como a cidade é filmada são bem amadores, tanto que, em determinado momento, parece uma estética de videoclipe de banda underground. Gosto porém, de como aqui está bem balanceado o relacionamento líquido sem cair nas armadilhas de gênero, tão comuns à discussão: por mais que tenham papéis masculinos e femininos clasos, os personagens vão além dos estereótipos.
Alan Nina | Em 24 de Fevereiro de 2025.
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O mais impressionante nos trabalhos de Miyazaki é como ele consegue criar personagens carismáticos a ponto de nos interessarmos por eles, mesmo com um fiapo de história e uns planos bem duvidosos. Parece mais algo experimental.
Alan Nina | Em 24 de Fevereiro de 2025.
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Eu interpretei como sendo os medos dos machos, desde a gravidez não desejada ao seu papel social no trabalho, "perdendo" a cabeça em tons de desaprovação social, mostrando-se com muita dificuldade de lidar com a multiplicidade da vida e com o peso das relações. Mas definitivamente não é um cinema que me agrada, embora aqui esteja mais delicioso de acompanhar do que um surto qualquer, uma história mais palatável. O bebê de rosemary seria isso aí.
Alan Nina | Em 24 de Fevereiro de 2025.
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Inegavelmente estamos diante de um filme tecnicamente privilegiado, com um Adrien Brody inspirado. Mas quando um filme sobre arquitetura deixa para explicar a grandiloquência da obra do artista no epílogo do filme, já aos 45 do segundo tempo, em alguns segundo de falas didáticas, é porque estamos diante de uma grande problema.
Alan Nina | Em 23 de Fevereiro de 2025.
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Gosto do ritmo e da construção dos personagens, as quase 3h não são sentidas pela história interessante e de como ainda mistura alguns vídeos amadores reais, para dar a real dimensão do clima turbulento de Teerã. Aqui a tensão vai ficando cada vez mais sufocante pelo intimismo da coisa toda, com as desconfiança e conflitos apertando no próprio seio familiar. Contudo, o terço final ficou artificial demais, é como se transformassem toda aquela construção imagética em peças de xadrez manipuláveis.
Alan Nina | Em 22 de Fevereiro de 2025.
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Apesar do visual meio de videogame, os traços dos animais estão muito característicos (não quis dizer perfeito), ou seja, muito condizentes com o que se espera ver de um animal, e ainda assim passando o sentimento necessário à imersão (chupa, live-action do Rei Leão e Mufasa). Com isso, a animação entrega algo genuíno para o universo sem deixar de emocionar.
Alan Nina | Em 21 de Fevereiro de 2025.
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Não embarquei, especialmente pelo formato em close, uma agonia sem fim assistir a esse filme, além do tom sempre espalhafatoso e nada cerimonioso. Um filme de tribunal chatíssimo, sendo obrigado a ouvir ladainhas wokes e conservadoras. Há um esforço nas atuações para não deixar o filme morrer, mas isso é muito pouco.
Alan Nina | Em 20 de Fevereiro de 2025.