Lupas (457)
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A subjetividade inerente ao argumento do filme é muito bem traduzida pela câmera, que cria uma onipresença do horror que remete aos melhores filmes oitentistas do gênero. Muito de "Halloween" aqui.
Renato Abbt Keppe | Em 30 de Setembro de 2018.
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Com visão de mundo meio "keatoniana" (o acaso é vital nos resultados das ações humanas), Edwards explorava situações cada vez mais nonsense conforme a franquia avançava. OK, mas o carinho com a trama policial diminuía demais em relação aos dois primeiros.
Renato Abbt Keppe | Em 16 de Setembro de 2018.
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Todo o drama do filme é construído pela coreografia da ação e da ambientação, tratadas de maneira subjetiva pela câmera e objetiva pelo roteiro. A masculinidade abordada, que nada tem a ver com sexismo, pode ensinar muito em tempos de mimimi.
Renato Abbt Keppe | Em 10 de Setembro de 2018.
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Drama/comédia/romance altamente politizado, mas que parece mais preocupado com o discurso do que com o gênero. De qualquer forma, no fundo, não faz bem nenhum dos dois. Valeu pela champanhe na abertura do Festival Varilux de Cinema Francês 2018.
Renato Abbt Keppe | Em 16 de Julho de 2018.
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Para Rivette, a contingência é musa. O acaso não é somente o ponto de partida da aventura (tema tão recorrente em um Hitchcock, por exemplo), é também indissociável da narrativa e, com o decorrer do tempo, tende ao surrealismo.
Renato Abbt Keppe | Em 16 de Julho de 2018.
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A agressividade do discurso, a começar pela sua intencionalidade, reflete-se na montagem, num filme que alinha estética e narrativamente ação, drama, comédia e crítica. Mostra muito, diz muito.
Renato Abbt Keppe | Em 10 de Junho de 2018.
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Em um período de férias para redescobrimento e busca por uma razão para a vida, a personagem encontra beleza no acaso. A sutileza deste filme de Eric Rohmer chega no auge com o raio verde no "momento dos corações em contentamento" (Rimbaud).
Renato Abbt Keppe | Em 15 de Abril de 2018.
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Filme que tenta tanto dar significâncias ao horror, mas que no fundo não passa de uma grande vergonha alheia. Começa com um drama familiar péssimo, passa para um terror meia-boca e acaba com uma liçãozinha de moral.
Renato Abbt Keppe | Em 02 de Abril de 2018.
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Curioso notar alguns elementos de filme noir aqui (apesar disso nem existir ainda nesta época), como o roteiro muito intrincado e o uso do chiaroscuro (expressionista, sim) na parte que se passa dentro da casa.
Renato Abbt Keppe | Em 03 de Fevereiro de 2018.
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Bom filme? Sim. Mas é muito mais um ícone pop do que um grande De Palma. Pode dar a mão e sair andando com “Clube da Luta” (Fincher) e “O Sexto Sentido” (Shyamalan).
Renato Abbt Keppe | Em 03 de Fevereiro de 2018.
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Falta noção de tempo narrativo, o que gera muitos momentos efêmeros. Mas, visualmente é bem interessante, a mise-en-scène de Shyamalan se encantou pelo cinema digital, pela ação digital, pela coreografia digital e pelas cores digitalmente vibrantes.
Renato Abbt Keppe | Em 17 de Janeiro de 2018.
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Se à primeira vista pode parecer imaturidade na transição entre o mudo e o sonoro, revela-se um consciente adeus ao cinema de antes: através da bela abertura sem falas, e da qualidade no trato do som a partir de então. O som fez bem a Hitchcock.
Renato Abbt Keppe | Em 17 de Janeiro de 2018.