- Direção
- Roteiro:
- Eduardo Coutinho
- Gênero:
- Origem:
- Duração:
- 119 minutos
Lupas (24)
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Coutinho registra dois tempos diferentes de uma mesma história, entrelaça o passado e o presente, cola fragmentos que se tornam um novo corpo - uma nova história. Fala da política do ódio e do lucro, da luta por uma causa, da opressão do poder vigente, da eterna repetição de mazelas, da força das imagens como documento histórico. É um filme de importância inigualável. Uma peça-chave na evolução do Cinema Nacional. Obra-prima por excelência. Obs: Não aprendemos nada!
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Poderoso e obrigatório registro das Ligas Camponesas, um período tenebroso da nossa história. Achei a edição um pouco confusa no início. Elizabeth Teixeira, que mulher, rouba a cena e explode na tela. Filme que descreve todo o potencial brasileiro, pra o bem e para o mal.
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Trabalho impactante de Coutinho, a realidade brasileira escancarada entre lutas sociais, repressão e violência. Deveria ser um filme obrigatório.
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Coutinho extremamente sensível explorando a revolta que gera protesto que gera arte...
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O que mais comove na captura de imagens e sons de Coutinho não é a história em si que já guarda carga emocional, mas como o diretor foi sensível o suficiente para tornar os depoimentos colhidos em testamentos da humanização e subjetivação dos camponeses e trabalhadores entrevistados.
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Muito me surpreendeu a capacidade de criar um longo, belo e nada cansativo documentário a respeito de uma história há muito esquecida, sobre um povo miserável das profundezas deste Brasil. Muito mais me surpreendeu como, contando essa história tão particular, esta obra nos apresenta um retrato tão cruel e vivo de um contexto histórico, que dá frutos amargos ainda hoje. É admirável a persistência, a capacidade técnica e a fibra moral deste diretor e de toda a equipe.
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Um dos melhores documentários do Brasil. Se Coutinho parasse de colher depoimentos após esta coletânea, seu nome já entraria pra história. Ótimo trabalho de edição além do gênero.
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Kiarostami só pode ter se inspirado no trabalho de Coutinho para realizar Close-Up. O exercício de narrativa que Coutinho propõe resulta num filme intrincado, originalíssimo e sofisticado. Noves fora , a saga de Elizabeth que é de uma tristeza singular.
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De um filme que nunca saiu, Coutinho conseguiu como um alquimista transformar poucas imagens em um documentário dourado sobre a ditadura, lutas e relações familiares.
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Coutinho sabia conciliar objetividade e afeto com rara habilidade, bem melhor do que qualquer suposto repórter investigativo do século XXI. O registro de um tempo de luta (ainda presente) ecoa pelos anos como um grito de urgência de revisão.
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Coutinho retoma uma obra impedida de ser finalizada por circunstâncias no mínimo interessantes, dá uma guinada em seu cinema e encontra sua própria voz, uma voz que extrairia a beleza do ser humano como poucos
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Obrigatório, essencial, imprescindível, inesquecível e fundamental.
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Não consigo esconder minha decepção ao ver a tão aclamada obra-prima de Eduardo Coutinho, de cujas lentes saíram alguns de meus filmes preferidos. O filme sobre o filme homônimo que não chegou a ser realizado muito me cansou em sua segunda parte.
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As possibilidades do gênero documentário, os horrores da ditadura militar, as lutas camponesas. Uma extraordinária história contada por um extraordinário diretor. "Cabra marcado para morrer" é um colosso. P.S: A coragem de Elisabeth Teixeira é pasmante..
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O retrato histórico dos agricultores no sertão brasileiro, através de memórias, imagens e da observação do próprio eu e do meio ao redor, já mostrando a linguagem de Coutinho em sua manifestação social pela dívida em carne-viva do governo com seu povo.
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A Ditadura Militar 'acidentalmente' contribuiu para que Coutinho realizasse um projeto tão rico como esse. Histórico no cerco de documentários no Brasil, além de servir como um bom estudo sobre a luta de classes e da ditadura também.
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25/08/07
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O filme que se vê vitima junto com seu personagem e o filme sobre isso. Coutinho se viu obrigado a criar um novo conceito que veio a ser a gênese do seu cinema.
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Um registro valioso, histórico, completo e naturalmente intimista.
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Que lindo... que triste... que emocionante... O coronolelismo nosso de cada dia, ainda nos dias atuais, mais camuflado, mas existente...