
- Direção
- Roteiro:
- Gabriel Mascaro
- Gênero:
- Origem:
- Estreia:
- 14/01/2016
- Duração:
- 101 minutos
Lupas (22)
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A trama começa interessante e segue assim até o terço final quando perde completamente a força e cai no pior pecado dos filmes nacionais mais recentes, achar que são novelas globais e não finalizam a história. São raras as exceções que conseguem fazer esse tipo de roteiro dar certo.
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Lento, que até no 1,5 parecia lento, um retrato sincero e delicado, da luta do interior, o malfadado agro, sotaque carregado gostoso, vivência rudimentar e rupestre, uma energia caótica deslumbrante, seja pela força desse povo, pela alegria com pequenos prazeres, o carinho familiar, as cenas de sexo, de uma poesia e beleza estética fantásticas, com ternura e aridez, a condescendência triste da falta de esperança, famigerada pobreza e a inversão dos papéis de gênero, perfeito e necessário...
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Competente em retratar o cotidiano, o filme não passa disso, 1h e 40 andando em círculos. Tem a profundidade de um pires; e para ficar no mundo das fazendas é como um arame liso, cerca, cerca, mas não fura.
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A fotografia (com alguns exageros) e a direção de arte compõem um belo visual colorido, trazendo uma apresentação atípica daquele ambiente rural. A premissa é interessante ao confrontar os interesses de um homem com aquilo que está ao seu redor, mas tudo se mantém apenas na superfície, carecendo de um maior desenvolvimento dos personagens, levando o roteiro a uma mesmice que não entrega o que se espera. Há um olhar naturalista para tudo aquilo, o que acaba apenas reforçando a monotonia do filme.
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A tentativa de buscar beleza em um suposto realismo poético e em um atmosfera ao mesmo tempo rústica e engajada não me pareceu feliz...
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O naturalismo das cenas impressiona, acertando ao transmitir a sensação desde o início de que não há um destino a se acompanhar, e sim um breve momento de vidas, com todas as suas peculiaridades, sonhos e instintos.
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chato, sem sentimento, sem importância. Muito tempo é gasto em banalidade. tem planos bonitos, a fotografia é ótima também.
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Se Mascavo não se aprofunda com tanto vigor na arte de seu protagonista, ainda assim consegue ganhar pontos incontestáveis no belo desenvolvimento dado aos seus personagens, tratados como pessoas de carne e osso. Cazarré, Jinkings e Santana estão ótimos.
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Boa retratação sertão adentro. Há pouca profundidade nos personagens. Mascaro os filma distante e sutil para mostrar as relações de cada um com o outro. O que não deveria ter acontecido com o personagem principal
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Instiga por algumas curiosidades até certo ponto pitorescas e da sempre interessante exploração do sertão nordestino como cinema, mas Mascaro opta mais pelas imagens do que pelo roteiro e no final das contas não sobra muita coisa.
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Acredito que uma flexionada no arco dramático dos personagens teria transformado este filme em outra pequena obra-prima de Mascaro. Aprimoramento sensorial visto anteriormente em Ventos de Agosto. Cazarré e Jinkings despontam como atores de sua geração.
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Vazio, frágil e efêmero. Estética naturalista é desculpa, o discurso do lado animalesco do ser humano é completamente inútil e repetitivo, aliás como o filme todo. Uma parte da vida sem vida.
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O que ninguém notou é que o maior valor de Boi Neon não é o metafórico, nem o zoomórfico. Embora riquíssimos, a maior relevância aqui é a inversão de genêros, à la Majorité Opprimée - incrivelmente elaborada e executada.
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Mascaro nos enterra num meio complexo - o interior do Nordeste - para transitar de forma sensível por quebra de arquétipos (o hétero estilista, a mulher caminhoneira, a garota masculina), retratando de forma neon uma região sempre em preto & branco.
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02/07/16
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Mascaro continua fascinado pelo cotidiano, aqui lindamente fotografado, filmado e encenado. Tão plástico que beira o vazio.
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Damares morreria ao ver essa obra-prima do cinema nacional.
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Que retrocesso em comparação a Ventos de Agosto, hein!? Abordando basicamente os mesmos temas, sobra gratuidade e alguma ausência de sentido. Há um humor que funciona, e Mascaro tem talento, só não soube canalizá-lo direito desta vez.
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Apoiado pela belíssima fotografia, Mascaro foge de qualquer clichê nordestino posto para entregar um interessante trabalho sobre o ambiente sertanejo e seus indivíduos.
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A narrativa de Boi Neon se torna problemática quando o diretor faz umas escolhas que acabam distanciando o telespectador do filme. Fico me perguntando até quando vai continuar essa necessidade de se firmar um estilo próprio em vez de deixar ele aparecer.