
- Direção
- Spike Jonze
- Roteiro:
- Charlie Kaufman (roteiro), Donald Kaufman (roteiro), Susan Orlean (livro)
- Gênero:
- Comédia, Drama
- Origem:
- Estados Unidos
- Duração:
- 114 minutos
- Prêmios:
- 60° Globo de Ouro - 2003, 75° Oscar - 2003
Lupas (46)
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É um Kaufman em estado puro: metalinguagem insana, roteiro genial sobre criação artística e sentimentos, Nicolas Cage em atuação impecável. O final, propositalmente descontrolado, reflete a mensagem do filme: para deslumbrar a plateia e se destacar, a arte precisa ousar e romper com as convenções. Uma viagem pelos delírios da mente humana e pelo cinema inventivo e atraente, que nos faz refletir sobre a complexa jornada da criação artística.
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Estranho pra caramba. Nitidamente feito para premiações. Achei que haveria mistérios e reviravoltas que não acontecem! As histórias são sobrepostas (bem bagunçadas de início) mas são simples demais. O final insano marca e define - com certeza proposital para encaixar com o que Brian Cox diz em certa cena: "Deslumbre a plateia no ato final e o filme está salvo, só isso importa".
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Uma divertida radiografia do cinema de gênero hollywoodiano atual e um belo exercício de metalinguagem
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Roteiro não apenas encaixadinho, como também forte, intenso. Kaufman e Jonze combinam bem demais.
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Poxa, criei grandes expectativas e achei maçante, algumas boas cenas entre os irmãos, ou sobre ele mesmo, quando decide que vai dar o beijo na guria e faz o inverso, vai embora, muito eu, mas de resto, lento, cansativo...
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Bizarrice elegante.
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Metalinguagem levada ao nível máximo!
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Um jogo de metalinguagem complexo e interessantíssimo. Se Charlie Kaufman estava preocupado em fazer algo fora dos padrões, ele conseguiu com maestria. Que roteiro sobre flores, criação artística e sentimentos!
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Bom
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Desconjuntado como um típico roteiro do Kaufman.
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Um dos roteiros mais inteligentes que já vi em um filme, com tiradas cômicas sensacionais! Meryl, Cage e Cooper estão ótimos!
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A autoironia e um enredo que serve como força motriz de sua própria transformação enquanto elemento artístico e simbólico. Kaufman mais uma vez abraça as mais diversas discussões e digressões sem nunca se levar a sério demais. Simplesmente genial.
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Roteiro 100% autêntico, interessante e repleto de camadas, absolutamente diferente de tudo que já vi. Se tivesse que apontar um defeito, seria a demora para o filme decolar, se mostrando um pouco tedioso no início, mas nada que comprometa. Ótimo filme.
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Que loucura do Kaufman! Dos melhores da última década! Pura profusão de idéias! Embolei, melhor não escrever mais nada - última coisa, filmão!
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Exercício paradoxal de cinismo e honestidade através de um filme. Quando Charlie Kauffman entra na metalinguagem, ninguém pode com ele!
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O cinema e a vida analisados pela ótica hiper-realística de um roteirista que necessita de mudanças. O processo de catarse que os personagens vivenciam seria cômico se não fosse trágico. E é como dizem, a arte imita a vida.
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Esse filme é doido pra valer. Não dar pra entender nem mesmo sua proposta, quanto mais a sua realização. As belas composições compensam o inevitável nó no cérebro.
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Kaufman adora criar roteiros cebola - com camadas que parecem não acabar, sendo Adaptação uma história criativamente óbvia (ou seria obviamente criativa?) que burla a metalinguagem ao se auto-referenciar num ciclo infinito de realidade/ficção. Engenhoso.
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Mais pelo roteiro do que por qualquer outra coisa, apesar de que aqui até o Nicolas Cage, que é cheio de altos e baixo, aparece em seu ápice.
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Delicioso e criativo exercício metalinguístico no qual Charlie Kaufman se despe sem receios, revelando suas inseguranças e preocupações enquanto artista e enquanto ser humano, num profundo e inédito estudo de personagem-real.