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- Direção
- Jonathan Glazer
- Roteiro:
- Jonathan Glazer (roteiro), Martin Amis (romance)
- Gênero:
- Drama, Guerra, Histórico
- Origem:
- Estados Unidos, Polônia, Reino Unido
- Estreia:
- 15/02/2024
- Duração:
- 105 minutos
- Prêmios:
- 81º Globo de Ouro - 2024, 96º Oscar - 2024
Lupas (13)
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A normalidade da vida dos cidadãos de bem durante o holocausto. É de embrulhar o estômago.
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Duas premiações do Oscar merecidíssimos, melhor filme estrangeiro e melhor som, tive que repetir algumas cenas diversas vezes, pois o filme incrivelmente se desenha nas entrelinhas, no silencio, nas conversas entrecortadas, e principalmente no som de fundo (os gritos do campo de concentração), cheio de significados imperceptíveis a meus olhares desatentos, a normalidade do maldade na naturalidade do cotidiano, adaptação estupenda, forte e delicada, simultaneamente, maravilhosa...
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Oscila entre o observador imparcial e o pretensioso. O tema, por si só, é difícil de abordar com isenção, devido à atrocidade à qual está relacionado. Glazer deixa tudo ainda mais incômodo com sua câmera fixa e seus planos distantes.
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ótimo para reflexão, mas peca na função primordial do cinema, a de fazer entreter.
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Um muro que tenta isolar a maior dor da humanidade. Cada som de forno ecoando de fundo e cada cinza voando na tela trazem um choque diferente ao telespectador. Dica de ouro: assista com alto e bom som pois é aqui que mora o seu ápice.
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Com olhos e ouvidos atentos, não é difícil entender o que o filme propõe - e a proposta é eficiente, o saldo final causa desconforto. Mas não é do tipo que se assiste mais de uma vez. Em suma, é um interessante exercício de técnica.
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Um "aula de cinema" - só que chata! Aprenda a manejar o som, a escolher a paleta de cores perfeita e a fazer enquadramentos cults, mas fique na indecisão se quer contar uma história ou só criar ambientação. Ah, e use de forma indiscriminada e sem sentido uma profusão de metáforas e alegorias. O grande barulho por nada do Oscar 2024.
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Confesso que ouvi em volume baixo logo não captei esta suposta aclamação ao trabalho de som e sem dúvida deve ter afetado minha atenção. A toada lembra muito Fita Branca do Haneke, que é um diretor que eu desprezo , por consequência este Zona de Interesse foi aos poucos aniquilando o meu interesse.
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É uma jornada impactante através das camadas morais e da apatia humana diante do Holocausto. Os personagens, além de não se importarem com o massacre, ainda são cúmplices. O som, protagonista, intensifica a atmosfera densa. Detalhes visuais e auditivos são cruciais. Uma experiência crua que nos retira da zona de conforto, enfrentando o horror histórico de maneira desoladora.
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Tecnicamente não há o que discutir, entrega uma experiência diferente quase como dois filmes em paralelo, um você vê o outro você só ouve. Porém a história principal é pouco explorada, tanto que nem dá pra destacar as atuações.
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Que filme tôsco, não retrata nada o que a sinopse entrega
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O terror em sua normalidade. aspectos técnicos irretocáveis. Som primoroso. Um filme que certamente entra pra história.
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É preciso uma habilidade extraordinária para filmas banalidades cotidianas sem torná-las tediosas, e é precisamente aqui que o filme se instala: as banalidades são parte importante da experiência, pois secundárias a ela o verdadeiro impacto do filme ocorre. "The zone of interest" preocupa-se em pintar uma família tradicional alemã no meio de Auschwitz, com os filhos tendo que conviver com armas, gritos, paisagens da câmera de gás ao fundo, conversas banais sobre genocídios... Aterrorizante