
- Direção
- Jacques Audiard
- Roteiro:
- Jacques Audiard, Thomas Bidegain, Noé Debré
- Gênero:
- Drama
- Origem:
- França
- Estreia:
- 29/10/2015
- Duração:
- 109 minutos
- Prêmios:
- 68° Festival de Cannes - 2015
Lupas (16)
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É interessante até a metade pelo tema da imigração humanitária na Europa e chama a atenção o perfil étnico dos atores, principalmente o protagonista que dá nome ao filme, que é de fato da etnia (tamil) cuja a história retrata e se confunde com sua vida pessoal, por ele mesmo ter sido guerrilheiro Tigre no Sri Lanka. Porém, tudo é colocado a perder quando resolvem criar um "Rambo" no final pra quebrar o gelo do roteiro e fazer os progressistas de Cannes se regozijarem. Cult, 02-09-2020.
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Dheepan já cai em muitos lugares comuns que o cinema europeu, em especial o francês, tem tomado especialmente na última década. Denúncia social através de uma perspectiva semi-documental, uma espécie de labo b europeu que começou lá atrás com os irmãos Dardenne e que chega nos anos 2020 num formato bastante desgastado. Este formato funciona ainda quando vemos bons textos e tramas mas Dheepan tem muita dificuldade em se sobressair da mesmice.
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Ah essa França, fazendo filmes lindo sobre os refugiados, como não se envolver e se apaixonar pelos protagonistas, na cena do tiroteio me senti completamente imersa na cena, tão real, tão vivido...
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Promete algo que jamais cumpre, embora tenha um inicio competente, jamais se prova e se perde absurdamente em convenções de gênero que parecem deslocadas nessa historia. Sem falar na quase risível sequência final, descolada é pouco...
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Simplesmente não tem a força e a imponência para se destacar dentro de sua proposta de cinema social ou mesmo no nicho de sua crítica sobre imigração. Ainda assim, alguns lampejos de composição e narrativos conseguem elevá-lo da mediocridade.
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É justamente quando manipula "convenções de gênero" que cresce ainda mais. Aquele final assombroso me lembra algo de Taxi Driver. Ótimo filme, merecedor da Palma de Ouro.
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O desaparecimento repentino da filha da trama incomoda, mas o filme toca em pontos bem caros ao tema, como a violência em forma de uma praga que contamina. E o final só poderia ser mesmo uma alucinação, fruto do caos.
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Um tanto de repulsa ao estrangeiro, um tanto de cinema espetáculo, eis em suma um filme fácil de assistir, mas de que a Palma de Ouro poderá se envergonhar.
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É de uma premissa interessante, um passeio pela periferia francesa e pela situação dos imigrantes, mas não me parece um ganhador da Palma de Ouro. Bom!
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Dizer que 'Dheepan' levou a Palma de Ouro por motivos estritamente políticos é ignorar o ótimo trabalho de Audiard. Por mais que não seja uma obra-prima e, de fato, seja 'o filme certo na hora certa', 'Dheepan' tem muito a dizer, e não só sobre imigração.
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Poderia ter ido além, mas principalmente nesse momento serve com uma interessante visão dos refugiados e suas adaptações a novas realidades, mas sem se esquecer de seus tristes passados.
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Cannes só evidencia cada vez mais a preocupação com as funções sociais do Cinema, entregando a Palme D'or a um manifesto sensível de emergências, (des)harmonia e revisão das relevâncias culturais no cotidiano. Belo elenco.
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27/01/16
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É o filme certo na hora certa: caso surgisse fora do contexto de crise migratória europeia poderia passar sem tanto destaque. A Palma de Ouro política não sustenta o longa, que esquece do conflito étnico e dilui-se num filme correto, mas sem grande brilho
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Não chega a ser um mal filme, no entanto, se o tema da imigração não estivesse tão em alta, provavelmente passaria batido em Cannes.
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Tensões étnicas já renderam ótimos filmes, e Audiard não se destaca dos demais. Seu mérito, na verdade, é a reafirmação de um incômodo alerta sobre uma realidade que insiste em se repetir mundo afora.