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50 filmes para ver no cinema em 2020

O ano de 2019 foi incrível no cinema mundial. O que significa que 2020 também será positivo, por uma questão de momento e porque grandes lançamentos do ano passado ainda estão chegando aos cinemas brasileiros. A semana passada foi prova disso, com nada menos que O Farol (The Lighthouse), de Robert Eggers, e O Caso Richard Jewell (Richard Jewell), de Clint Eastwood, dividindo as salas com a animação Frozen 2 (Frozen II). 

Como o Cineplayers já recomendara esses filmes na semana passada, estão todos ausentes dessa lista de 50 filmes para ver no cinema em 2020. Do mesmo modo, como o título antecipa, o aguardado Joias Brutas (Uncut Gems) e outras obras previstas para estrear no streaming serão destacados em uma publicação à parte, específica para as plataformas online.

Dentre blockbusters promissores, continuações de franquias de sucesso (mas não todas), joias a ser descobertas e obras consagradas em festivais do Brasil e do mundo, segue uma curadoria dos longas-metragens que e quando chegarão ao circuito brasileiro (segundo o Filme B) e você não pode perder! 

Você certamente receberá boas dicas e perceberá algumas ausências. Comente o que você mais gostou de ver abaixo e cornete se perceber algum absurdo. Conte também o que você nem sabia que será lançado, e fale que novidade a gente deixou passar. Enfim, esteja à vontade para interagir com a gente. O espaço é todo seu.

Confira os 50 filmes para ver nos cinemas em 2020, com textos individuais, além dos meus, de Daniel Dalpizzolo, Francisco Carbone, Heitor Romero, Léo Félix, Marcelo Leme e Rodrigo Cunha:


1. Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig

Estreia: 9 de janeiro

A esperada adaptação do romance de Louisa May Alcott tem gerado certa expectativa principalmente pela curiosidade em torno do olhar feminista que Greta Gerwig pretende aplicar sobre a história das irmãs March e seu desabrochar para a vida adulta. A Jo de Saoirse Ronan e o Laurie de Timothée Chalamet prometem formar o par romântico jovem mais aguardado da temporada.

Heitor Romero


2. Retrato de uma Jovem em Chamas, de Céline Sciamma

Estreia: 9 de janeiro

O novo filme da diretora Céline Sciamma (Tomboy, 2011), habituada a tratar temas sobre sexualidade, discute o assunto através de mulheres na França, durante o século XVIII, com duas protagonistas descobrindo interesse sexual mútuo, enquanto uma está à espera de seu casamento. A proposta parece abrir margem para discutir a homossexualidade em determinado período em que as mulheres, subjugadas, eram prometidas a homens. Causa interesse, também, a relação estabelecida entre artista e modelo, já que uma das mulheres, uma pintora incumbida de retratar a outra, aprecia a beleza da retratada e se apaixona sob arte.

Marcelo Leme


3. O Filme do Bruno Aleixo, de João Moreira e Pedro Santo

Estreia: 23 de janeiro

Ninguém sabe dizer ao certo se O Filme do Bruno Aleixo é um documentário ou ficção. Nem se o personagem principal, um youtuber, é uma pessoa real ou um personagem — o que vale para todo youtuber como ele. Da mesma forma, na tela, animações se confundem com personagens em carne e osso. E o roteiro do filme é assim também, uma grande bagunça; embora tudo pareça, ao mesmo tempo, planejado. Em meio a tantas incertezas, uma coisa é certa: você encontrará aqui mais um exemplar da cinematografia portuguesa que expira frescor. Se você é fã de comédia e está cansado de tanta bobagem derivativa, não pode deixar de arriscar e dar uma chance ao filme do Bruno Aleixo. 

Rodrigo Torres 


4. 1917, de Sam Mendes

Estreia: 23 de janeiro

Chamou a atenção recentemente por ter levado os dois principais prêmios do Globo de Ouro para casa (filme e direção), mas Sam Mendes merece uma atenção a mais. Alguns estão olhando torto por ser composto de vários segmentos formando um plano sequência, mas em um filme de guerra isso pode ser interessante e mais do que um adereço, ainda mais em se tratando de uma mensagem que precisa ser entregue com urgência.

Rodrigo Cunha


5. Judy - Muito Além do Arco-Íris, de Rupert Goold

Estreia: 30 de janeiro

Essa lista não é mero produto de pesquisa, um combinado simples dos filmes mais hypados, com maior star power ou mais láureas. Por esse motivo, filmes que já conferimos e desaprovamos, como o Prêmio do Júri do último Festival de Cannes, Os Miseráveis, de Ladj Ly, e o decepcionante Zombi Child, de Bertrand Bonello, foram ignorados. Mas foi aberta uma exceção para Judy, que terá em Renée Zellwegger a atuação feminina mais premiada dessa temporada. Fica a dica — inclusive de que vá ao cinema ciente das limitações dessa cinebiografia sobre Judy Garland.

Rodrigo Torres


6. Bad Boys Para Sempre, de Adil El Arbi e Bilall Fallah

Estreia: 30 de janeiro

Há algo de interessante nessa franquia, e não estou falando de explosões, músculos, tiroteio, som com bastante grave, canção tema e tampouco dos dois ícones que estrelam a cinessérie, e sim do poder do tempo nesses personagens e, consequentemente, em Will Smith e Martin Lawrence, o que deve dar um tom mais sentimental à obra. Foi filmado em 6K Panavision e é o primeiro não dirigido por Michael Bay.

Rodrigo Cunha


7. Uma Vida Oculta, de Terrence Malick

Estreia: 30 de janeiro

A competição do último Festival de Cannes não trouxe apenas o mais recente filme do mestre Terrence Malick, mas sua presença bissexta na Mostra, provando que o cineasta ermitão tem algum orgulho do material apresentado. Trata-se de sua obra mais palatável em 15 anos, a história de uma família separada primeiro pela guerra e depois por rígidos códigos morais. A certeza de uma cinematografia estonteante prestes a estrear é um dos motivos para um belo início de ano para o cinéfilo.

Francisco Carbone


8. Jojo Rabbit, de Taika Waititi

Estreia: 6 de fevereiro

Um dos queridinhos da temporada de premiações, vencedor do Festival de Toronto, presença constante nas listas de preferência de diversos sindicatos de cinema e da crítica especializada, o filme do diretor Taika Waititi apresenta uma sátira do período nazista, na qual um menino alemão (a elogiada jovem promessa Roman Griffin Davis) tem uma amizade imaginária com Adolf Hitler (interpretado pelo próprio diretor do filme) enquanto sua mãe (Scarlett Johansson) esconde uma garota judia em sua casa. O elenco conta ainda com Sam Rockwell. Jojo Rabbit é uma aposta certeira para arrebatar indicações ao Oscar 2020 em diversas categorias.

Léo Félix


9. Aves de Rapina - Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa , de Cathy Yan

Estreia: 6 de fevereiro

O sucesso de bilheteria do infame Esquadrão Suicida mostra seu único benefício ao promover o spin-off de Arlequina, o solitário ponto positivo da produção. Uma Margot Robbie no auge da carreira volta a encarnar a vilã-heroína nesse longa repleto de atrizes na linha de frente (incluindo a sumida Rosie Perez) nesse que é um dos principais blockbusters do primeiro trimestre e que vai preparar o terreno para o ano feminino nas bilheterias, que será seguido por Mulan, Viúva Negra e Mulher Maravilha 1984.

Francisco Carbone


10. O Preço da Verdade - Dark Waters, de Todd Haynes

Estreia: 20 de fevereiro

Após uma série de sucesso (Mildred Pierce) e um hiato de 8 anos no cinema, Todd Haynes voltou à ativa em 2015 com o belo romance Carol, engatando logo em seguida um projeto pessoal que dividiu opiniões (Sem Fôlego), no qual brincava com a fábula e a linguagem dos filmes mudos. Inspirado em uma história real, seu novo filme, Dark Waters, apresenta Mark Ruffalo como um advogado de defesa que confronta uma grande corporação química após descobrir um esquema de poluição ambiental que pode ter conexão com um grande número de mortes inexplicadas. A temática ambiental já foi tratada por Haynes no ótimo Safe, com Juliane Moore.

Daniel Dalpizzolo


11. Wendy, de Benh Zeitlin

Estreia: 27 de fevereiro

A Disney nunca cativou meu interesse com suas adaptações em live-action e CGI de suas famosas animações, a ponto de eu não ter visto nenhuma delas. Porém, eis que o Estúdio do Mickey decidiu produzir um filme de baixíssimo orçamento que inaugura uma espécie de lado B dessa linha: Wendy, que reimagina a história de Peter Pan com uma abordagem alternativa e autoral. E o maior atrativo do projeto não é seu (bom) argumento, mas o fato de estar nas mãos do promissor Benh Zeitlin, que voltará a abordar temas como ecologia, fantasia e uma infância insalubre após longo hiato de sua estreia com Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild, 2012). 

Rodrigo Torres


12. Frankie, de Ira Sachs

Estreia: 27 de fevereiro

Finalmente estreando no Brasil depois de prometido ao longo de todo 2019, Frankie parece que enfim chegará ao circuito comercial de cinema agora no começo do ano. Estrelando Isabelle Huppert, Marisa Tomei, Jérémie Reiner e Brendan Gleeson, o drama de Ira Sachs concorreu à Palma de Ouro na última edição do Festival de Cannes e encantou muitos críticos com a história de uma renomada atriz que descobre ter apenas alguns meses de vida.

Heitor Romero


13. O Oficial e o Espião, de Roman Polanski

Estreia: 12 de março

Um dos filmes mais controversos do Festival de Veneza em 2019 foi este O Oficial e o Espião (J'Accuse). É o novo trabalho do octagenário cineasta Roman Polanski, cuja sessão de gala no festival não contou nem com a presença do diretor (considerado oficialmente foragido pela justiça americana), nem da presidente do júri, Lucrecia Martel, que se recusou a ir à sessão por não concordar com a seleção do filme. Mesmo assim, foi ovacionado por crítica e público e recebeu o Leão de Prata, prêmio destinado à segunda melhor obra na opinião do júri. Adaptado de um romance de Robert Harris, é um drama de época que narra a história de um capitão do exército que, em 1894, é acusado de traição e sentenciado à prisão perpétua no exílio.

Daniel Dalpizzolo


14. Um Lugar Silencioso - Parte II, de John Krasinski

Estreia: 19 de março

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2017), surpreendente hit de terror que provocou uma onda de sessões respeitosamente silenciosas em cinemas do mundo todo, volta pra tentar repetir o fenômeno com o que restou da família. Novamente dirigido e estrelado pelo casal John Krasinski e Emily Blunt, os eventos da primeira produção se seguirão aqui sob o ponto de vista da mãe e seus dois filhos, que ainda precisam sobreviver ao ataque de criaturas atraídas pelo som.

Francisco Carbone


15. Três Verões, de Sandra Kogut

Estreia: 19 de março

Exibido durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Três Verões chega ao circuito comercial já no primeiro trimestre de 2020. Dirigido por Sandra Kogut (Mutum e Campo Grande) e protagonizado por Otávio Muller, Gisele Fróes e Regina Casé, o drama acompanha a história de uma família da alta elite carioca e seus empregados em três dezembros consecutivos.

Léo Félix


16. A Jornada, de Alice Winocour

Estreia: 19 de março

Após um ano de 2015 muito prolífico como autora de Transtorno (Maryland) e roteirista de Cinco Graças (Mustang), Alice Winocour conquistou a crítica em sua passagem pelos festivais de Toronto e San Sebastián com seu novo filme, A Jornada (Proxima), que soa como um Ad Astra às avessas ao contar a história de uma astronauta (Eva Green) que precisa lidar com questões familiares e psicológicas na iminência de deixar a filha para embarcar em uma missão espacial.

Rodrigo Torres


17. Mulan, de Niki Caro

Estreia: 26 de março

A Disney continua a produzir adaptações em live-action de suas animações mais adoradas. Mas, enquanto O Rei Leão (The Lion King, 2019) e A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 2017) demonstravam desde o primeiro material divulgado uma considerável falta de identidade, Mulan tem aparecido, pelo menos nos primeiros trailers, como um filme mais disposto a bancar uma personalidade própria, independente da animação de 1998.

Cesar Castanha


18. System Crasher, de Nara Fingscheidt

Estreia: 26 de março

O Urso de Prata de System Crasher (Systemsprenger) em Berlim 2019 foi o pontapé inicial de um hype impressionante, que se manteve no mundo todo até chegar ao Brasil, na Mostra de São Paulo e no Festival do Rio, onde o surpreendente tour-de-force de uma atriz-mirim, Helena Zengel, conquistou crítica e público de forma quase unânime. Desde já, um dos grandes favoritos às listas de melhores lançamentos de 2020 nos cinemas brasileiros.

Rodrigo Torres


19. Os Novos Mutantes, de Josh Boone

Estreia: 2 de abril

Há dois anos foi divulgado o primeiro trailer de Os Novos Mutantes (The New Mutants). Desde então, o filme foi repetidamente adiado, atravessando o fim da franquia X-Men da Fox e a compra desta pela Disney. Os Novos Mutantes promete ser uma adaptação dos quadrinhos da Marvel com uma abordagem do gênero de horror. O filme traz para o cinema alguns dos personagens mais celebrados do universo mutante, como Illyana Rasputin (Anya Taylor-Joy), Rahne Sinclair (Maisie Williams), Danielle Moonstar (Blu Hunt) e o personagem brasileiro mais notório dos quadrinhos da Marvel, Roberto da Costa (Henry Zaga).

Cesar Castanha


20. Eduardo e Mônica, de René Sampaio

Estreia: 9 de abril

Inspirado em um dos maiores sucessos da banda Legião Urbana, sob direção de René Sampaio (que também adaptou para o cinema, em 2013, Faroeste Caboclo, outro grande sucesso do grupo de rock brasiliense), Eduardo e Mônica pretende transpor à telona os consagrados e carismáticos versos de Renato Russo sobre este improvável casal, aqui protagonizado por Gabriel Leone e Alice Braga.

Léo Félix


21. 007 - Sem Tempo Para Morrer, de Cary Joji Fukunaga

Estreia: 9 de abril

Este é o 25º filme da franquia 007, batizado como 007 - Sem Tempo Para Morrer, e traz novamente (e talvez pela última vez) Daniel Craig como o agente secreto britânico James Bond. Dirigido por Cary Fukunaga, o filme traz uma corrida contra o tempo para salvar um cientista e, consequentemente, o mundo. Com grande elenco, destaca-se o recém oscarizado Rami Malek, que viveu Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody. Somam-se a ele Ralph Fiennes, Naomie Harris, Léa Seydoux e Ana de Armas.

Marcelo Leme


22. Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, de Bárbara Paz

Estreia: 9 de abril

Vencedor da categoria de melhor documentário na mais recente edição do prestigiado Festival de Veneza, Babenco acompanha a trajetória pessoal e profissional de Hector Babenco, cineasta nascido na Argentina e naturalizado brasileiro, indicado ao Oscar por O Beijo da Mulher Aranha (1985) e diretor de, entre outros, Carandiru (2003). Dirigido por Bárbara Paz, esposa de Babenco, o documentário acompanha, ainda, os medos e ansiedades do homenageado na luta contra o câncer, que o levou ao falecimento em 2016.

Léo Félix


23. Sybil, de Justine Triet

Estreia: 16 de abril

Sibyl reúne duas mulheres, uma psicoterapeuta escritora e uma atriz de cinema, cuja relação construída entre ambas estabelece uma série de reflexões sobre temáticas pertinentes ao feminino, às suas atividades profissionais e à própria ficção. Dirigido por Justine Triet, o longa francês teve passagem de sucesso por diversos festivais, concorrendo à Palma de Ouro em Cannes no ano de 2019. No Brasil, chamou a atenção de críticos e cinéfilos em sua recente passagem pela Mostra de São Paulo e o Festival do Rio.

Daniel Dalpizzolo


24. A Ilha da Fantasia, de Jeff Wadlow

Estreia: 16 de abril

Quem tem mais de 30 anos lembra da série hit do início dos anos 80 estrelada por Ricardo Montalban como cicerone de um hotel-ilha que realizava os sonhos de seus hóspedes. Agora, já pensaram nessa premissa levada para o cinema de terror, e temos um "mash-up" pra lá de curioso, e a promessa que o cinema de gênero repleto de remakes (O Grito, Os Órfãos) e continuações (Invocação do Mal, Boneco do Mal), tem aqui uma curiosa reimaginação.

Francisco Carbone


25. Magnatas do Crime, de Guy Ritchie

Estreia:  23 de abril

Ao saber notícias de Magnatas do Crime (The Gentlemen), nos pareceu que o cineasta inglês Guy Ritchie, propenso a ironia e sarcasmo, pareceu tomar como inspiração duas de suas mais importantes obras: Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (Lock, Stock and Two Smoking Barrels, 1998) e Snatch - Porcos e Diamantes (Snatch, 2000). Ao menos a história faz jus à expectativa e o elenco abarrotado de importantes nomes, tais como Matthew McConaughey, Charlie Hunnam, Colin Farrell e Hugh Grant, colabora para que este novo trabalho mereça atenção.

Marcelo Leme


26. Viúva Negra, de Cate Shortland

Estreia: 30 de abril

Desde que a Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson, apareceu pela primeira vez no filme Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010), tem sido desejado um filme protagonizado pela personagem. Já poderia ter acontecido há alguns anos – até mesmo no espaço de tempo em que este filme será ambientado, entre Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) e Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018) –, mas, ao menos, poderemos nos despedir da personagem em grande estilo. Viúva Negra (Black Widow) será dirigido por Cate Shortland, responsável pelo ótimo Lore (2012).

Cesar Castanha


27. Artemis Fowl - O Mundo Secreto, de Kenneth Branagh

Estreia: 28 de maio

Fantasia baseada em livro (pra variar) da vez, produzido pela Disney e dirigido por Kenneth Branagh, que tem forte background na obra de Shakespeare em sua carreira. É um daqueles filmes com mundo gigantesco e sombrio, cheio de criaturas, personagens, que mistura primitivismo com tecnologia e deve agradar a turma da vez. No final trailer dá até para ver o jovem protagonista fazendo cosplay de MIB.

Rodrigo Cunha


28. Vitalina Varela, de Pedro Costa

Estreia: maio (sem data)

Pedro Costa retoma questões trabalhadas em filmes anteriores, como os espectros do colonialismo português, os guetos periféricos de Lisboa e as vidas castigadas que os habitam, resgatando personagens já conhecidos destas obras estão lá desde a Vitalina Varela de Cavalo Dinheiro ao Ventura de Juventude em Marcha, dois filmes incontornáveis do cinema português do século XXI. De expressiva tradição pictórica, espera-se sempre do cinema de Costa uma série de composições visuais pungentes, ritmo antinaturalista, uso de não-atores e a intersecção amarga entre o real e o ficcional.

Daniel Dalpizzolo


29. Mulher-Maravilha 1984, de Patty Jenkins

Estreia: 4 de junho

Não há muito o que sabemos sobre o enredo da sequência do filme Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017) além de que é ambientado 70 anos depois do primeiro filme, que Gal Gadot e, mais surpreendentemente, Chris Pine estarão de volta em seus papéis como Diana e Steve e que Kristen Wiig deve interpretar a vilã Cheetah. A parceria da talentosa diretora Patty Jenkins com a carismática Gadot funcionou muito bem no primeiro filme, então podemos nutrir expectativas de uma boa continuação.

Cesar Castanha


30. Jogos Mortais, de Darren Lynn Bousman

Estreia: 18 de junho

O Halloween será mais cedo no Brasil em 2020. Duas sagas do cinema de terror serão reiniciadas em semanas subsequentes do mês de junho: Candyman, com Yahya Abdul-Mateen II emplacando mais um projeto depois de Black MirrorAquaman e Watchmen; e Jogos Mortais, estrelado por Samuel L. Jackson e Chris Rock, que também produz e assina o argumento. E isso é tudo que eu preciso saber para sonhar com esse filme; sob pena de nem querer assisti-lo e apenas sonhar com essa versão maravilhosa envolvendo torturas, piadas e f*cks.

Rodrigo Torres


31. Ema, de Pablo Larraín

Estreia: prevista para o segundo semestre

Pablo Larraín não é hoje apenas o maior cineasta chileno, como um dos grandes autores e produtores em atividade. Ele volta a se reunir a Gael Garcia Bernal depois de No (2012) para investigar as novas formações familiares através do núcleo de um coreógrafo, sua esposa e a criança que adotaram, que provoca um acidente que vai mudar emocionalmente a família. Concorrente do último Festival de Veneza, o filme é um dos mais esperados lançamentos do circuito no ano.

Francisco Carbone


32. Top Gun - Maverick, de Joseph Kosinski

Estreia: 9 de julho

O anúncio da sequência foi uma enorme surpresa. Após 34 anos, veremos Tom Cruise reviver em cena o piloto Pete Mitchell, o Maverick, personagem que o consagrou transformando-o em astro do cinema lá na segunda metade da década de 80. De lá pra cá, Cruise emplacou diversos sucessos. Favorecido pela nostalgia, Top Gun – Maverick inevitavelmente se tornou um dos títulos hollywoodianos mais aguardados de 2020. O piloto retorna nas alturas enfrentando a tecnologia, pondo a prova à experiência e fator humano como diferenciais.

Marcelo Leme


33. Jungle Cruise, de Jaume Collet-Serra

Estreia: 23 de julho

Uma das principais apostas de bilheteria da Disney para 2020, Jungle Cruise é uma aventura familiar, protagonizada por Emily Blunt e Dwayne "The Rock" Johnson, baseada no passeio pelo parque temático da Disneylândia, onde um pequeno barco fluvial leva um grupo de viajantes por uma selva cheia de animais e répteis perigosos, tendo como pano de fundo elementos sobrenaturais. A previsão de estreia é julho, quando deve fazer sucesso entre o público escolar em período de férias.

Léo Félix


34. Tenet, de Christopher Nolan

Estreia: 23 de julho

O trailer de Tenet, novo filme de Christopher Nolan, promete um trabalho típico do diretor: quebra-cabeça cheio de ação e perseguições em uma insana corrida contra o tempo. Com Robert Pattinson e John David Washington na linha de frente, é provável que seja um dos hits ame-ou-odeie do ano, como sempre ocorre em qualquer filme de Nolan nos círculos de cinéfilos internet afora. A premissa indica até viagens no tempo, o que pode resultar em experimentos similares que ele realizou em trabalhos como Amnésia (Memento, 2000), A Origem (Inception, 2010) e Interestelar (Interstellar, 2014).

Heitor Romero


35. Fim de Festa, de Hilton Lacerda

Estreia: prevista para o segundo semestre

No mês passado, o novo longa de Hilton Lacerda saiu do Festival do Rio como o grande vencedor, se tornando um dos mais esperados títulos do ano. O diretor de Tatuagem (2013) mais uma vez observa os corpos libertos em movimento para protestar de maneira poética o agora. Estrelado pelo gigante Irandhir Santos, o filme tem um pano de fundo policial com a investigação de um crime ocorrido no Carnaval para uma nova analogia de afetos e encontros em meio à liberdade emocional e de expressão.

Francisco Carbone


36. Malignant, de James Wan

Estreia: 13 de agosto

James Wan caminha para as duas décadas como referência do cinema de horror em Hollywood, quando fez um tremendo sucesso com Jogos Mortais (Saw, 2004). O filme se tornaria franquia, assim como Sobrenatural (Insidious, 2010) e Invocação do Mal (The Conjuring, 2013), além do diretor ter se lançado em grandes blockbusters de ação (Velozes & Furiosos 7) e super-heróis (Aquaman). Antes de voltar a esses projetos maiores, o cineasta malaio voltará às origens com um projeto baseado em sua própria HQ, "Malignant Man", sobre um homem que descobre que seu tumor maligno é um parasita alienígena que lhe confere poderes extraordinários. Não sei você, mas eu gosto disso.

Rodrigo Torres


37. Ghostbusters - Mais Além, de Jason Reitman

Estreia: 20 de agosto

Nova investida na franquia de sucesso dos anos 80 depois da simpática versão e reboot estrelada por atrizes em 2016. É um elenco novo, recheado de crianças (a moda, né?), mas que dá sequência direta ao universo dos filmes originais. Sai aquele quê de produção B divertida e entra uma superprodução com S maiúsculo, com direito ao elenco original (exceto Harold Ramis, que nos deixou em 2014) e muitos efeitos especiais.

Rodrigo Cunha


38. Invasão Zumbi 2, Sang-Ho Yeon

Estreia: 27 de agosto

Já que o fenomenal Deerskin - A Jaqueta de Couro de Cervo, de Quentin Dupieux, não ganha confirmação de lançamento, Invasão Zumbi 2 ocupa o seu lugar como um voto de confiança do Cineplayers no diretor Sang-Ho Yeon  que soube, em Invasão Zumbi (Busanhaeng, 2016), embarcar no hype dos filmes com mortos-vivos não para enganar o público com um cinema embusteiro, que explora as convenções do gênero de forma rasteira para faturar alto nas bilheterias (o sucesso como um fim em si), mas como um meio de articular suas habilidades como um  manipulador do cinema de terror para gerar tensão sem jamais recorrer a jump scares cretinos e até mesmo à escuridão, só por meio da composição de grandes set pieces de suspense e ação.

Rodrigo Torres


39. Monster Hunter, de Paul W.S. Anderson

Estreia: 3 de setembro

Paul W. S. Anderson e Milla Jovovich, a dupla responsável por Resident Evil (uma das franquias mais controversas e idiossincráticas da indústria recente, cabe dizer), retornam neste que é seu primeiro projeto juntos fora do universo adaptado do famoso game de survival horror. O método, porém, parece se manter o mesmo. Anderson deve retomar sua composição visual calcada na exploração pictórica do CGI para transportar às telas outro sucesso dos video-games, Monster Hunter, narrando agora a história de uma heroína transportada a um novo mundo para lutar contra horrendos monstros gigantes.

Daniel Dalpizzolo


40. Invocação do Mal 3, de Michael Chaves

Estreia: 10 de setembro

Os dois primeiros longas da série conquistaram relativo respeito com o público (ao ponto de figurarem na lista de maiores filmes de terror da década 2010-19 do Cineplayers) e inspiraram esse terceiro e óbvio filme. Só que as coisas ficam meio preocupantes quando alinhamos os fatos de que os roteiristas originais não escreveram este terceiro episódio, quando James Wan, o novo queridinho do sangue artificial de Hollywood, também não está na direção e nem quando a sinopse para vender a ideia é divulgada. É pagar para ver.

Rodrigo Cunha


41. Pacarrete, de Allan Deberton

Estreia: sem data

A estreia na direção de Allan Deberton estreou em Gramado e saiu de lá com 7 prêmios, incluíindo melhor filme e melhor atriz pra grande Marcelia Cartaxo. Desde então, festivais no Brasil e no mundo já conheceram a história da bailarina Pacarrete, que sonha em fazer uma última apresentação no aniversário da sua cidade Natal. Um dos mais aplaudidos filmes nacionais da temporada, o filme de Allan finalmente entra em cartaz em 2020 com enorme expectativa.

Francisco Carbone


42. The Witches, de Robert Zemeckis

Estreia: 8 de outubro

A carreira de Robert Zemeckis segue sendo uma das mais incompreendidas da Hollywood atual. O cineasta mantém-se fiel à tradição de narrar histórias melodramáticas e fantasiosas, fazendo bom uso dos principais recursos do aparato cinematográfico industrial, porém com um senso de fábula visual raro na indústria. The Witches é uma nova adaptação do livro homônimo antes transportado às telas por Nicolas Roeg, sob o título nacional Convenção das Bruxas. Anteriormente encabeçado por Angelica Huston, o elenco agora conta com Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci e Chris Rock.

Daniel Dalpizzolo


43. Morte no Nilo, de Kenneth Branagh

Estreia: 8 de outubro

O Herculet Poirot de Kenneth Branagh foi uma das boas surpresas em Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express, 2017), no qual o também diretor conseguiu reunir um elenco estelar e aproveitá-lo bem. O sucesso já deixou gancho para este Morte no Nilo (Death on the Nile), trazendo de volta o famoso detetive belga criado por Agatha Christie em um novo mistério inspirado no romance da Rainha do Suspense. Mesmo que dessa vez com um elenco mais modesto, as expectativas são boas. 

Heitor Romero


44. Halloween Kills, de David Gordon Green

Estreia: 15 de outubro

O diretor David Gordon Green traz mais um capítulo da saga Halloween, sequência direta do lançamento de 2018, também dirigido por ele. Com Jamie Lee Curtis reprisando o icônico papel de Laurie Strode, veremos no mês do dia das Bruxas o retorno do assassino Michael Myers, emblemático personagem criado pelo aclamado cineasta John Carpenter e pela produtora Debra Hill. Halloween Kills será o décimo segundo filme desta que é uma das franquias mais bem-sucedidas do cinema. Os fãs já estão ansiosos por novidades.

Marcelo Leme


45. Os Eternos, de Chloé Zhao

Estreia: 29 de outubro

Ainda não se sabe muito bem o que esperar da nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel, que agora vai incluir também produções seriadas para a Disney+. Os Eternos (The Eternals), na melhor das hipóteses, pode propor uma bem-vinda renovação dos temas e da estética dessas franquias. A contratação de Chloé Zhao (Domando o Destino) como diretora é uma boa indicação de que Kevin Feige busca novos ares para os personagens e o universo.

Cesar Castanha


46. Last Night in Soho, de Edgar Wright

Estreia: 5 de novembro

Um suspense com toques de ficção-científica — é o que parece anunciar o novo projeto de Edgar Wright, diretor dos badalados Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim vs. the World, 2010) e Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017), no qual ele pretende explorar um pouco a mítica cultural dos anos 1960 em uma Londres que ele nunca conheceu durante esse período e que pretende retratar a partir de um sentimento de nostalgia que não viveu. Parece complicado? É esperar para ver o exercício de estilo que ele vai desenvolver nesse curioso cenário de tempo-espaço misterioso.

Heitor Romero


47. Turma da Mônica - Lições, de Daniel Rezende

Estreia: 10 de dezembro

Turma da Mônica: Laços (2019) foi um sucesso e já garantiu uma sequência para o live-action dos adoráveis personagens criados por Mauricio de Sousa. Agora é a vez de Turma da Mônica – Lições trazer de volta o quarteto Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão para uma nova aventura que se passará em um contexto escolar. Filmado em Poços de Caldas, Minas Gerais, esta segunda parte traz novamente o diretor Daniel Rezende para trás das câmeras.

Marcelo Leme


48. West Side Story, de Steven Spielberg

Estreia: 17 de dezembro

Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961) é um dos filmes musicais mais queridos de todos os tempos – vencedor de dez Oscars, incluindo melhor filme. Steven Spielberg tem uma grande responsabilidade com a nova versão desse clássico, mas, além de podermos confiar no talento do diretor, ele está em ótima companhia: Tony Kushner, autor da peça Angels in America, uma obra-prima do teatro, retoma a parceria com Spielberg, com quem já trabalhou em Munique (Munich, 2005) e Lincoln (2012).

Cesar Castanha


49. Um Príncipe em Nova York 2, de Craig Brewer

Estreia: 17 de dezembro

O retorno de Eddie Murphy em Meu Nome é Dolemite (Dolemite is my Name, 2019) deu tão certo que ele chamou o mesmo Craig Brewer para dirigir esse seu projeto de estimação. Assim, um de seus grandes sucessos dos anos 80 vai ganhar continuação com ele, Arsenio Hall e James Earl Jones de novo em um encontro totalmente inédito com o príncipe africano Akeem, seu ajudante Semmi e uma nova busca na América. Wesley Snipes confirmou a adesão ao elenco.

Francisco Carbone


50. Duna, de Denis Villeneuve

Estreia: 17 de dezembro

Uma das ficções-científicas mais adoradas da literatura mundial, Duna já virou um filme-bomba (embora hoje com um status de cult) nas mãos de David Lynch, em seu único trabalho de apelo comercial. Agora, com Dennis Villeneuve, a história promete ser outra. Adepto do sci-fi de fundo existencial, o diretor já fez bonito em Blade Runner 2049 (2017) e A Chegada (Arrival, 2016), então as expectativas para uma adaptação de qualidade são bem altas.

Heitor Romero


BÔNUS: Marighella, de Wagner Moura

Estreia: sem previsão

Porque filme nenhum pode ser censurado. Seja pelo radicalismo ideológico de parte de um país polarizado, seja, principalmente, por influência de um político irresponsável — tampouco, e mais grave e reprovável ainda, se for ele o Presidente da República.

Até a próxima!

Comentários (7)

Wilson Scatolini Filho | domingo, 12 de Janeiro de 2020 - 20:17

Cadê o Mank, do mestre David Fincher?

Rodrigo Torres | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 14:21

Esse filme é da Netflix. Não tem filmes de plataformas online na lista (como eu explico no início do texto).

Mas alguns títulos que deverão estrear nos cinemas não estão aí também, pois (à exceção de Ema e outros dois ou três que eu sei, extraoficialmente, que irão estrear em 2020) achei prudente considerar apenas os confirmados pelo Filme B. ;-)

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 15:16

Lucrecia Martel se recusar a assistir o filme de Polanski? Ela se recusou a ir no jantar que tem depois e a congratular o diretor. Mas ela viu o filme.
https://deadline.com/2019/08/venice-film-festival-jury-president-lucrecia-martel-statement-roman-polanski-an-officer-and-a-spy-1202706241/ “A man who commits a crime of this size who is then condemned, and the victim considers herself satisfied with the compensation is difficult for me judge… It is difficult to define what is the right approach we have to take with people who have committed certain acts and were judged for them. I think these questions are part of the debate in our times.” “I don’t have any prejudice towards (the film) and of course I will watch the film like any other in the competition. If I had any prejudice, I would have resigned my duty as the president of the jury.”
Um pouco de inglês e jornalismo de verdade, por favor!

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 16:55

A nova blacklist que está em pleno funcionamento nos EUA, Polanski e Allen são os casos mais célebres. O crítico Joseph McBride escreveu aqui sobre o Allen mas se aplica ao Polanski tb: "Roscoe Arbuckle was acquitted by two juries after being accused of a crime he did not commit but still was blacklisted by Hollywood as an actor (though not as a director, even though he had to work under a different name). Political blacklisting was rife in the 1940s through the 1960s. Blacklisting is supposed to be illegal, but it happens anyway, especially in times of irrational frenzy such as the one we are in now."

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 16:55

Ainda do McBride: "During the blacklist era, the major film studios that instituted the blacklist lied and said there was no blacklist. It was like Holocaust denial. That deceptive stance was suggested to the studios by their counsel, James Byrnes, because blacklisting was illegal in California. Byrnes had been Truman's secretary of state and was the principal person advising him to drop the atomic bombs on Japan. When no one will release your films or publish your books in your home country, that's blacklisting. We see much the same tactics at play today, including this kind of denial of what is happening."

Daniel Dalpizzolo | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:30

Onde tá escrito que ela não viu o filme? O texto fala sobre a sessão de gala, em nenhum momento diz que ela premiou um filme que não viu (é um tanto óbvio que ela assistiu).

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:34

É a cultura do cancelamento vindo de uma indústria que promove e promovia assédio sexual,estupro e pedofilia. O pior nem é ser blacklisted por um passado de crime sexual(no caso do Polanski, não do Allen), mas pelo PC, como vários comediantes de Norm MacDonald à Dave Chapelle. Mas o caso do Polanski é a demonstração máxima do que o Gervais falou no Globo de Ouro; quando ele ganhou com "O Pianista", todos, homens e mulheres aplaudiram de pé.Gervais inclusive foi um exemplo da mediocridade do jornalismo atual, um liberal que explicitamente apoiou o Labor Party de Corbyn, puto talvez com o que tá acontecendo no país dele e puto com esse PC que tava perseguindo ele no twitter, fez um monólogo engraçado e furioso contra essa cultura de cancelamento e hipocrisia, e foi taxado de conservador porque todo mundo que esculacha Hollywood é conservador porque todo artista de Hollywood é democrata.Ahhh, vai se fuder!

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:37

Daniel, tu disse que ela se recusou a ver o filme. Ela disse que se ela recusasse a ver o filme, ela não iria participar do Júri. Ela defendeu inclusive o filme, não o diretor, mas disse com um pé atrás que condenava os atos passados do mesmo.Ela não se recusou a ver o filme.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:40

"... nem da presidente do júri, Lucrecia Martel, que se recusou a ir à sessão por não concordar com a seleção do filme..."
é essa a frase Daniel que tu se confundiu. Ela defendeu a seleção do filme.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:42

Mas voltando ao assunto, o caso do Woody Allen é da década de 90; quando ele foi falar do 9/11 em 2002 também todos os homens e mulheres aplaudiram de pé...ele já tinha sido processado...e todos trabalhavam com ele. É o medo que paira. Eles tem a primeira emenda, então a cultura do cancelamento e a demissão é a censura dos EUA.Mas a hipocrisia e o politicamente correto é o maior problema.

Polastri | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:43

"...cuja sessão de gala no festival não contou nem com a presença do diretor (considerado oficialmente foragido pela justiça americana), nem da presidente do júri, Lucrecia Martel, que se recusou a ir à sessão por não concordar com a seleção do filme."

Na verdade tá escrito sim que foi na sessão de gala que ela não compareceu. Porém não fica claro se ela foi a alguma outra sessão. Na primeira lida também tinha entendido que ela não teria visto o filme.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 17:46

Sim, ela não foi em lugares onde seria constrangedor para uma mulher presidente do júri aplaudir Polanski diante da mídia( se foi decisão dela ou se foi por pressão social eu já não sei), nesse pequeno detalhe da ausência na cerimônia de gala tá mais do que correto. Agora...o resto tá errado!Ela ser contra a exibição do filme?Não! Inclusive elogiou aspectos humanistas na filmografia do diretor.

CitizenKadu | segunda-feira, 13 de Janeiro de 2020 - 15:28

"I believe this movie deserves to have a chance,” added Martel, "because of the types of humanistic topics that Polanski includes in his films."

Davi de Almeida Rezende | domingo, 19 de Janeiro de 2020 - 04:00

Só Duna mesmo promete...e é imprescindível que se diga que a história de Duna e seu universo é INFINITAMENTE MAIS CRIATIVO E INTERESSANTE QUE STAR WARS (coisa de criança retardada)

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