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Comentários: 9ª Semana - Festival de Cinema

Acontece desde o dia 16 de novembro a nona edição da Semana - Festival de Cinema, promovida no Rio de Janeiro. Confira comentários sobre alguns filmes da programação:


66 KINOS de Philipp Hartmann

Enquanto exibe seu filme Time Goes by Like a Roaring Lion pelos cinemas da Alemanha, Hartmann faz uma jornada que serve como panorama do mercado de cinema, perfil do público e também como ode à resistência e amor ao cinema. Nestes momentos o filme cresce, mas nem sempre está em função da proposta principal.


ANTÔNIO UM, DOIS, TRÊS de Leonardo Mouramateus

Mise en scène em espiral, repetições, sobreposições e suposições de um fio de roteiro e como ele pode ser dilatado. Longe da originalidade se pensarmos em Sang Soo e outros, mas ainda assim um filme muito prazeroso. 


ARÁBIA de Affonso Uchôa

Uchoa se entrega à narrativa, ainda preocupado com mazelas sociais e mais ainda com a força da palavra, o monólogo nesta espécie de road movie contra a realidade. A celebração da vida cercada de terror.


BARONESA de Juliana Antunes

O grande acerto de Baronesa é unir o caráter observacional à construção de um oposto filme de gênero. Ele é o outro de um filme de gangsteres ou de um western urbano. Um filme sobre mulheres que esperam e torcem, assim questionando o valor e posição da mulher nas comunidades nos dias de hoje.


HISTÓRIAS QUE NOSSO CINEMA (NÃO) CONTAVA de Fernanda Pessoa

Cinema como registro histórico. Como as imagens encadeadas de diversos filmes da chanchada narram a mutação do Brasil durante a ditadura. Belíssimo trabalho de pesquisa e montagem.


THE ILLINOIS PARABLES de Deborah Stratman

Ao investigar a história de opressão de Illinois, o filme produz momentos de extrema beleza e inventividade como saída simples entre imagem e palavra. Ainda que este método se repita de maneira amorfa, destoando da impressão inicial, The Illinois Parables também é um relevante registro histórico.


PARIS É UMA FESTA de Sylvain George

O filme funciona bem quando flerta com o caráter experimental e menos quando está em função do registro de manifestações e da decadência de um país pela visão de imigrantes. Talvez o menos intenso dos filmes de Sylvain George. 

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