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- Direção
- Walter Salles
- Roteiro:
- Murilo Hauser, Heitor Lorega, Marcelo Rubens Paiva
- Gênero:
- Biografia, Drama, Histórico
- Origem:
- Brasil, Espanha, França
- Estreia:
- 07/11/2024
- Duração:
- 136 minutos
- Prêmios:
- 82º Globo de Ouro - 2025, 97º Oscar - 2025
Lupas (17)
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A mãe é uma personagem muito interessante, sempre fortalecendo os filhos, buscando sobreviver. Tentando o necessário na hora certa. Perde um pouco com os saltos temporais, poderia ter sido apenas um - mostrar mais a vida profissional da Paiva madura. Fechar sem Fernanda Torres, tira um pouco da graça - também poderia ser ela, naquela lembrada fugaz em meio ao Alzheimer. Atuação de mestre.
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A direção de Walter Salles é mais uma vez excelente. A condução do diretor é impecável. O roteiro também é excelente. Atuação exemplar da Fernanda Torres em vários momentos apenas com as expressões do rosto. Selton Mello no tempo em que aparece também está excelente. Tecnicamente não tem o que reclamar. Direção de arte faz um trabalho incrível. Fotogorafia, montagem, trilha e tudo mais é excelente.Final com a Fernanda Montenegro dizendo tudo com o olhar é muito emocionante.
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Além da excelente forma com que aborda o período da ditadura, as camadas de drama por trás são fantásticas. A mudança de dinâmica familiar com a ausência do patriarca é algo tocante. As mudanças que a vida impõem traz uma camada de drama que comove, nesse caso uma mudança imposta de maneira trágica por uma repressão hostil. Portanto, isso me agrada muito, além de uma aula de história é um drama tocante. A atuação da Fernanda, sem comentários. Fotografia e montagem muito boas.
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O que mais se destaca é o cuidado com o realismo do filme, que equilibra bem emoções, angústias e atuações de qualidade. O reconhecimento de Fernanda Torres aqui é totalmente justificado.
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um mergulho lento e angustiante nas privações, nas ausências brutais criadas pela ditadura, qualquer ditadura, cujos fantasmas nunca deixam de nos espreitar. Fernanda Torres emociona sem soltar uma lágrima sequer. indicações e premiações são mais que merecidas
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Incrível, emocionante, forte, marcante. Pra esquecer jamais.
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Assim como a memória daqueles tempos nefastos não pode nem deve ser apagada, o retrato deles, magistralmente conduzido pela direção de Salles e pelo desempenho de Torres, persiste nas lembranças. E ainda há quem relativize o período mais sombrio da História do Brasil.
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Nov/2024
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Avaliando aspectos técnicos o filme é extremamente bem feito, design de produção impecável, atuações nem preciso comentar. O filme tem um viés político forte que pode influenciar na hora da opinião, no meu caso isso não aconteceu e finalizo dizendo que é uma história ruim bem contada.
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Um filme centrado numa personagem, brilhantemente interpretada pela Fernanda Torres. Sua atuação é toda contida, silenciosa, calma mas potente demais. Salles consegue com competência construir o pano de fundo da angústia e horror da ditadura militar. De ruim ficam os dois epílogos, eles enfraquecem demais o filme, é difícil até considera-los enquanto cinema pois são muito mais uma necessidade de homenagem de Salles à Eunice de vida real.
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Sala do cinema lotada e sem nenhum barulho. O clima de tensão instalou um silêncio profundo. A maestria da Fernanda Torres está toda no seu olhar que demonstra sofrimento sem demonstrar está está sofrendo.
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Assistindo sabendo sobre o contexto histórico, sofremos com a agonia do inevitável. Acho que assistindo sem saber nada a respeito de Rubens Paiva a agonia deve ser ainda maior, a agonia da esperança, de pensar que as coisas podem e vão se acertar, assim como a da família órfã. Impressionante a capacidade do filme de ser violento mesmo mostrando quase zero de violência explícita, especialmente na cena de invasão da casa. Os atos finais perdem, claro, força narrativa, embora sejam essenciais.
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Precisávamos de um filme bem realizado tecnicamente e com ótimo roteiro e atuações sobre a ditadura militar brasileira. Senti falta de um clímax, mas nada que comprometa o bom resultado final.
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Lindo, trágico, pesado, necessário, sensacional. Diversos adjetivos descrevem essa obra que certamente será um marco para o cinema nacional. Representou de forma excepcional a ditadura militar, período que ainda é vangloriado por parte dessa nação, mas que é uma mancha horrível em nossa história, responsável por grande sofrimento das vítimas e familiares das vítimas. Atuações e direção magníficas. Um filme necessário sobre injustiça e impunidade.
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Tem aquele aspecto melancólico que sempre busco em filmes como esses... surpreendente.
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Confesso que eu gosto de cinema explícito, que se abre ao mundo, despudorado. No entanto, a proposta do Walter Salles aqui, corretamente adaptado da obra do Marcelo Rubens Paiva, é fazer da Eunice Paiva, personagem vivido magistralmente pela Fernanda Torres, uma Fortaleza em suas emoções, durona, contida, mesmo com tantos motivos para desabar. Com isso, é um trabalho muito acima da média, seja do roteiro ou da atuação.
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Fernanda Torres entrega uma atuação primorosa. Difícil achar defeito no filme, o tema (ainda e talvez mais do que nunca) interessa, a ambientação é competente,na trilha sonora é ótima, talvez um pouco mais de contextualização da vida do Rubens antes, enfim, eu particularmente acho que foi mto eficiente em mostrar o que queria e tinha pra mostrar.