
- Direção
- François Ozon
- Roteiro:
- François Ozon
- Gênero:
- Drama
- Origem:
- França
- Estreia:
- 22/11/2013
- Duração:
- 90 minutos
- Prêmios:
- 66° Festival de Cannes - 2013
Lupas (20)
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Esse filme nos causa uma série de reflexões, lembra-me muito a autenticidade de Bruna Surfistinha, o olhas feminino sobre sexo, prazer, poder, independência... Vejo meninas, sexualmente ativas e estimuladas, desejando o "proibido", e se satisfazendo, não somente pelo dinheiro, incompreensível para a maioria de nós, mas imagino que um íntimo conturbado entre prazer consciente e a moral do culturalmente aceito, recatada e do lar… Um filme questionador...
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18/01/2023
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Jovem e Bela não é exatamente o que podemos chamar de "filme carismático"... A frieza quase nauseante das cenas de sexo, a trama no mínimo pouco ortodoxa, ritmo lento, e mensagens dúbias podem ser uma pedra no sapato do cinéfilo que estiver procurando por um drama francês sofisticado e convencional. Mas a atuação super natural e comprometida de Marine Vacth, uma trilha sonora delicada e marcante, e uma fotografia notável fazem deste singelo filme independente europeu uma assistida válida. Bom.
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Intrigante, não tem a resposta mais fácil (nem parece buscar), porém vai subvertendo as expectativas com o espectador, provocando e espelhando nossos julgamentos com os sentimentos reprimidos por identidades sociais. Qual a moral em optar viver assim e, principalmente, qual a moral em filmar essa vida?
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O mundo enquanto desejo.
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Bom retrato do sexual como mistério, como enigma, como abjeto.
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Riquíssimo nas questões em que aborda, e como um bom cinema de herança francesa, não fazendo julgamento de valores (o que poderia lhe levar a derrapar feio). Isabelle é uma incógnita, bem como tudo ao seu redor, que ela, enquanto ainda jovem e bela, busca responder na pele, no toque, no sentimento.. Não é um tema fácil, e Ozon se sai bem.
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As curiosidades naturais da adolescência se transformam em um jogo desafiador e surpreendente através da prostituição não pela necessidade financeira, mas pelo prazer do desconhecido e do poder sobre o outro pelo sexo e a beleza jovial.
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Ozon sempre num nivel acima.
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Um estudo riquíssimo (e obviamente sem respostas definitivas) sobre a adolescência. Sexo como escape ao vazio (sendo o próprio ainda mais). Na busca por entender seu próprio corpo, ela procura ''apenas'' saber porque sentimentos não correspondem ao mesmo.
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É um bom filme que apresenta, a despeito de parecer lado B, um roteiro profundo envolvendo a psique feminina e prostituição. Nada na obra é mais belo que a lindíssima atriz protagonista Marine Vacth, bem escolhida para o papel.
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Sem apresentar os personagens, o roteiro mais apela para uma espécie de apologia à pedofilia do que propriamente traça um enredo coerente. Com isso, o elenco faz o que pode para tentar quebrar o artificialismo e convencer, o que não dá muito resultado.
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Uma vez puta, sempre puta?
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Nessa ausência intencional de profundidade, Ozon contempla a adolescência sem julgar nem tentar explicar.Na cena final, porém, a aparição de Charlotte Rampling impõe ao espectador o sentimento que, finda a juventude, a beleza guarda seu absoluto mistério
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Ozon faz um estudo estranho e sensual da descoberta da sexualidade, colocando o sexo como incognita. O diretor mostra pleno domínio de cena ao saber como passar sensações (repare na diferença de clima entre a "primeira vez" e "os progamas" que ela faz...
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Um Ozon muito interessante. Em tramas de garotas descobrindo a sexualidade, o prazer, e a vida se sai muito melhor que aquele marasmo chamado Beleza Adormecida.
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Interpretação bastante sutil e provocante da protagonista que vai se tornando uma cobrinha à destilar pequenas doses de veneno entre as pessoas que convive. Termina de maneira muita interessante.
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Tudo já começa bem quando a menina faz jus ao título e ao seu valor no mercado propagado nas quatro estações. Excelente visual,limpo,organizado,bem definido.Fácil de acompanhar,doce,sensível. E não esconde.Como é o lógico. Nossos tempos merecem isso.
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14/01/14
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Longe de qualquer floreio e sempre aberto a inferências, Ozon contempla sua protagonista entregue à carnalidade.