Herzog é um gênio nesses filmes que se constroem na frente dele e de nós mesmos. Aqui bem menos presente ele cria um espaço para que entremos dentro de cada pessoa, de cada historia mas, sem nunca perder seu olhar e sua sensibilidade.
Mais um de seus filmes que são obrigatórios, e com uma infinidade de compaixão, pelo cinema, pelas pessoas que passam por ele, suas historias e aqui sobre o valor da vida.
Herzog pega um tema já explorado e consegue destrinchar uma história riquíssima de personagens aprofundados c/ questionamentos contundentes (aliás como ele se posiciona bem aqui, firme e humanista) e escancara a sociedade americana e o papel do Estado.
Herzog cala-se diante das entrevistas mais impactantes que já realizou.Aqui não precisamos de narração ou floreios filosóficos.Cada um dos entrevistados, ao exporem suas fraturas diante da câmera, concedem desconcertante força a essa extraordinária obra.
Mais do que analisar várias perspectivas sobre a condenação de morte de seres humanos, indo das razões religiosas até aos desejos contraditórios dos participantes,
Herzog cria uma atmosfera de onipresença da morte, de hostilidade, do medo e da injustiça.
Bruno Kühl |
Em 28 de Fevereiro de 2013 |NOTA: 7.0
Herzog faz uma grande reflexão sobre vida e morte neste documentário, que, ao invés de se posicionar para defender um dos lados da discussão sobre pena de morte, prefere estudar o impacto que a morte e a ausência têm na vida das pessoas próximas.