
- Direção
- Pier Paolo Pasolini
- Roteiro:
- Pier Paolo Pasolini
- Gênero:
- Drama
- Origem:
- Itália
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 106 minutos
Lupas (14)
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Parece recorrente em obras italianas anos 60 em que há mulheres belas e fortes a falta de sororidade e empatia, fazendo que a rixa feminina seja sempre exacerbada, excetuando esse detalhe incomodo, o filme é uma reflexão sombria da dificuldade das mulheres e mães solteiras ainda hj, tema contemporâneo, filme que a época foi "enxotado" por retratar a prostituição como algo normal e profissão de subsistência, belo filme, amor de mãe incondicional... Baseado morte Marcello Elisei cama contenção.
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A pobreza num retrato árido, seco e escaldante, porém sem ser sério demais. Mamma Rama é a mulher que ecoa a sua feminilidade por uma veia marginal e despojada, mas ainda assim amorosa. De qualquer forma, tais aspectos não são suficientes pra carregar o filme e, apesar desses pontos positivos, a obra no final das contas soa vazia mesmo.
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O retrato cru do desespero e da auto-enganação sobre a chance de ascensão social em uma Itália em frangalhos. Sobra o eterno sonho de superação, mas a realidade contada por Pasolini de uma mãe solteira coloca uma pá de cal em qualquer ilusão.
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Pasolini remetendo ao neo-realismo para confeccionar um filme que beira o cinema marginal que surgia no japão na mesma época. Mas apesar de sua crítica social o que vale mesmo é o estudo da personagem e a força da atuação de Magnani.
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Uma das mais impactantes e profundas odes a mulher na história dos filmes, refletindo na história de uma mãe a força primordial do feminino. É de extrema qualidade porque é Pasolini, mas é vida, anistórica ou não, porque é materno.
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<3!
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Introduz no filme as características do não-ator, uma performance não estilizada e a corporeidade de um rapaz da multidão. Já Magnani, mais que atriz profissional, é um ícone. Sua imagem e personagem evocam a Roma, Cidade Aberta e a Belíssima.
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O pertencimento de Mamma Roma à galeria de grandes personagens femininas está garantido: passional, irreverente e debochada, é o tipo de mulher que chega chegando e não foge à luta.
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11/09/07
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Muito bom filme como quase todos do Pasolini .
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Rico em simbolismos, "Mamma Roma" se revela um filme humanista. Estão presentes o desajuste social, a marginalização, o desespero existencial. Forças que habitam as periferias de Roma. Anna Magnani era uma verdadeira explosão em cena. Quanta energia!
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Em início de carreira, flertando com o neo-realismo, Pasolini fala de muitas coisas, mas sobretudo, expõe aquela sociedade, e não se acanha, afinal seu filme começa com um chiqueiro, seguido por um esclarecedor zoo-out. Obra-prima.
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Técnica: 9.0 Arte: 9.0 Ciência: 8.5 Total: 8.83
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Pasolini numa pungência absurda usando a base do Neorealismo e moldando-o ao seu estilo. Anna Magnani,espetacular,encarna a mãe com perfeição numa das maiores atuações de todos os tempos.