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- Direção
- Rainer Werner Fassbinder
- Roteiro:
- Rainer Werner Fassbinder (argumento e diálogos), Pea Fröhlich (roteiro e diálogos), Peter Märthesheimer (roteiro e diálogos), Kurt Raab (roteiro - não creditado)
- Gênero:
- Drama
- Origem:
- Alemanha Ocidental
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 120 minutos
- Prêmios:
- 37° Globo de Ouro - 1980
Lupas (11)
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A segunda guerra mundial terminou. Dos escombros nasceu uma nova Alemanha. Mas nem tudo são flores. Em "O Casamento de Maria Braun", Fassbinder tratou de analisar este novo estado de euforia alemão. Ele identificou uma sociedade cínica, um modo de pensar frio, um mal-estar entranhado nas sombras. É um de seus melhores filmes. Hanna Schygulla está uma verdadeira força de sensualidade e poder.
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Com sua audácia característica, Fassbinder desde o primeiro quadro nos impressiona e nos propõe uma perspectiva dificílima de uma jovem mulher lidar com o marido desaparecido, num misto de luto e esperança. Nessa Alemanha pós-guerra existe uma carência escancarada. Fome, frio demonstram as dependências físicas e complementam as dores sentimentais que assolam os moradores. Braun(Schygulla) é diferente das demais por sua bravura, que ao decorrer de sua ascensão social demostra um egoísmo latente.
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Pegando a melhor fase de Fassbinder. De coloridos muito bons e histórias mais consistentes. Maria Braun é sim um grande personagem. Que carrega muitas emoções humanas, nas andanças absurdas e trocas aos montes, das figuras de seus filmes.
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A princípio a metáfora de Maria Braun representado a Alemanha dá força à um filme que por si não se sustentaria. Tem algo no cinema do Fassbinder que me agrada e ao mesmo me distancia. Talvez sua frieza melodramática ou seu texto em si. Não sei.
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26/11/10 - Filmado com movimentos longos e suaves, e elementos dos melodramas clássicos, é uma crítica ao "milagre econômico" da Alemanha da década de 50, e um retrato dramático de uma mulher indomável e sedutora. Schyggulla excelente.
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Maria Braun é uma personagem onde sua paixão por um marido que pouco conviveu além de estranha, lhe leva a uma busca complexa por ascensão, novos amores e uma independência trágica, tudo isso em um cenário caótico de uma Alemanha pós segunda guerra.
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Maria Braun é indomável e e marcante, porém a trama em que está inserida não partilha da segunda característica. Por volta da metade da sessão, o interesse por sua trajetória começa a se esvair.
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A primeira vista, M.Braun me pareceu uma personagem ousada mas injustificada, mas ao interpretá-la como uma personificação da Alemanha pós-guerra a coisa muda de figura. São muitas as metáforas, a começar com o casamento-tradição, arrogância de Braun, etc
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Como sempre muito crítico em relação à Alemanha, Fassbinder levará essa situação explosiva ao pós-guerra e mesmo ao momento do milagre alemão. Tensões eclodirão por toda parte, magníficas.
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A cena de abertura de O Casamento de Maria Braun já resume o que veríamos à seguir: um filme que faz um paralelo interessante sobre a Alemanha pós-Segunda Guerra através de uma personagem fadada à tragédia com um humor bastante particular do diretor.
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Roteirinho de novela global! Até os atores têm o mesmo estilo de atuação!