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- Direção
- Wim Wenders
- Roteiro:
- Wim Wenders (roteiro), Robert Kramer (roteiro), Josh Wallace (roteiro)
- Gênero:
- Drama
- Origem:
- Estados Unidos, Alemanha Ocidental, Portugal
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 115 minutos
Lupas (17)
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Um filme onde o silêncio é um fluxo constante de busca e sonhos. Imagens habitam seu próprio tempo, luzes e sombras se perdem nos espaços entre o real e o sensorial, o firmamento parece prestes a explodir. O impulso se faz senhor da realidade vazia, do caos existencial. É o mais desalentador dos mundo? Mas pode a ficção combater a letargia? No fim, qual será o caminho do Cinema? Todos, mas nenhum? Qual o sentido do filme? É possível dar conta do todo? Daqueles manifestos que não saem da cabeça.
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É sobre a inércia que move o cinema ou as pessoas. A falta de ação proposital incomoda como é comum nos filmes de Wenders mas é inegável seu poder imagético enquanto o diretor discute o futuro ou o fim daquilo que conhecemos como cinema autoral. Talvez a analogia mais válida seja a comparação com Rastros de Ódio sob o olhar de um parâmetro de algo que está deslocado em tempo e espaço. Basicamente como nós cinéfilos atualmente. Grande citação de Dentro da Noite de Raoul Walsh.
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Wim Wenders comumente possui uma capacidade de impregnar belas imagens - até mesmo nesse filme -, mas quando parte para o terreno metalinguístico beira o insuportável de tão pretensioso.
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Apesar de, na maior parte do tempo, não apresentar uma narração movida pela ação, constitui-se por uma composição climática (lindíssimas imagens e trilha sonora atmosférica), que sugere diversas histórias não contadas. Com isso, Wenders concretiza o que um de seus personagens, expressa: tirando-se a história, as "paredes da casa", expõe ao espectador aquilo que sobra, isto é, o espaço entre seus personagens, mas sem nunca deixar tal dinâmica resultar fielmente em mera e insossa realidade.
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É lindão apesar de lento demais.A transcrição da própria reflexão aqui existente sobre as razões do cinema. Mas é inegável que o mais importante é a história,é o coração de qualquer filme.Algo que só existe aqui quando este passa a fazer essa pergunta.
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"Histórias só existem dentro de histórias". O abismo entre cinema e indústria nunca foi tão agonizante.
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Wenders espia o tédio e a imobilidade com olhar aguçado, e enreda a plateia em um marasmo que é a síntese do homem inepto da modernidade.
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É chato pra caramba de assistir, o tédio é proposital e bem explorado, assim como a metalinguagem da proposta. Vale pelo final e pelas cenas com Sam Fuller, que coincidência ou não, é um especialista em histórias. S-T-O-R-Y. A história é fundamental!
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All the stories are about death.
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31/12/08
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Técnica: 9.5 Arte: 9.0 Ciência: 9.0 Nota: 9.16
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Wenders profetizou tanto a morte do cinema que - ironicamente - acabou deixando-o mais vivo. Grande epílogo.
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Wenders próximo da perfeição.
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A câmera que tomba com Fritz no final, do ponto de vista metalinguístico, me parece a própria imagem da impossibilidade, para Wenders, de sintetizar dois cinemas tão diferentes, a enorme fenda entre a indústria hollywoodiana e o cinema "arte" europeu.
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Com uma participação genial de Samuel Fuller (assim como Nicholas Ray em O Amigo Americano), Wenders sela a "morte do cinema" tão discutida por si nessa fase de sua carreira em uma cena final que por ironia talvez seja a mais bela que já tenha criado.
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Tem momentos interessantes, mas foi uma das experiências mais tediosas que já tive. Razoável.
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E o verdadeiro cinema encontra-se morto