
- Direção
- Samuel Fuller
- Roteiro:
- Samuel Fuller (roteiro), Curtis Hanson (roteiro), Romain Gary (argumento)
- Gênero:
- Drama, Terror, Suspense
- Origem:
- Estados Unidos
- Duração:
- 84 minutos
Lupas (21)
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A mensagem antirracista é clara e feroz e Fuller aproveita para cutucar o Cinema de entretenimento adolescente que já havia infestado Hollywood. De fato se torna um suspense muito bom, mas aquém da fama polêmica e violenta que possui.
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Estudo intenso do racismo sistêmico e onde depositamos a culpa e as soluções. A esperança sempre soa falha ao anúncio de que o belo cão é só uma pequena parte do todo. De empático a assustador, suas trocas de olhares dizem tanto como quase nada.
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Uma obra-prima do Fuller, censurada pela própria Paramount. Com uma direção fenomenal e uma trilha fantástica composta por Morricone. Um filme que aborda o racismo de uma forma "nova" para mim, mostrando como uma pessoa racista consegue corromper um ser inocente e torná-lo em um monstro. O elenco de forma geral tem um bom desempenho. Um filme que, apesar de datado, tem uma mensagem ainda necessária e mostra que o racismo consegue deixar marcas profundas e feridas sem chance de recuperação.
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Primeiro que o cachorro ser protagonista de uma história já soa no mínimo duvidoso. Segundo que a evasão do enredo é polêmica e necessita de maior profundidade. Terceiro que não passa de um filme ruim mesmo, com ou sem críticas.
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No campo da hipocrisia social, quando Samuel Fuller decide virar sua câmera para aquela que é a faceta mais sórdida da raça humana; O resultado é uma obra visceral, reflexiva, impactante e desoladora. O racismo é uma doença degenerativa da alma humana.
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História grossa e direta, com um comecinho bem colocado pra situar o principal - a fera é cruel demais! Julie abraça o cão,ele está calmo parece até chorar,a câmera gira e vemos sua outra face,assustadora e pronta para matar. Difícil achar cena a nível.
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A mensagem anti-racista é, e sempre será, necessária no cinema, todavia é inegável como tudo no filme está datado, da direção até a montagem, linguagem, roteiro e atuações. Tipo de película que poderia ter um remake ou readaptação da obra original.
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acredito que nenhum filme tenha conseguido sintetizar tão bem o sentimento do ódio quanto esse, lhe dá uma origem, o medo, e uma face e essa face toda vez que aparece é aterrorizante. que trabalho de Fueller e Marricone.
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A ideia da história é interessante, mas o objetivo simplista do roteiro (não há uma única subtrama aproveitável) não deixa o filme evoluir, além de tudo, o desfecho é bem decepcionante, ainda que contenha alguma crítica.
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A cena final é massacrante.
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A fúria animal é uma metáfora clara: o ódio pode ter funcionamento análogo a um câncer no estágio de metástase, tomando conta de todo o corpo. O desfecho é péssimo pelo que traz de perturbador.
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Bom filme !
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Fuller de novo brilhante esteticamente, e agora com a trilha do Ennio Morricone, sensacional. É um roteiro cheio de ironias, e que rende ótimas cenas. Uma ode à utilização de animais no cinema.
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08/04/14
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Filme B sessentista em plena década de 80 é um primor narrativo de Fuller e sua imagem final é das coisas mais significativas em se tratando de racismo no cinema.
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Já inventaram uma arma tão poderosa quanto a câmera usada por Fuller? Eu posso falar em intensidade, visceralidade e mais um montão de bobagens, que não explicarei porra nenhuma. Só entrando no campo de batalha criado por ele para entender.
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Sabe aqueles filmes que deixam seus olhos marejados? Não por serem emocionantes, ou algo do tipo, mas por serem perfeitos. Cão Branco é assim. Cada enquadramento, cada travelling, cada nota da trilha de Morricone... enfim. A perfeição segundo Fuller.
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Em um mundo onde o colorido se torna preto e branco, o cão ladra e uma brutal alegoria sobre intolerância surge. Até quando nos deixaremos adestrar com o ódio?
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No início o charme estava no subtexto, contudo depois de uns 45 minutos o filme abre as pernas para a mensagem anti-racismo escancarada.
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O preconceito irracional e incontrolável, descoberto na escuridão, repassado por gerações e aprendido com eficácia, visto sob o angulo metafórico e genial de Fuller, que acompanha tudo com sua câmera impetuosa e consolida uma obra realista e original.