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It - Capítulo Dois divulga primeiro teaser trailer


A New Line Cinema divulgou o primeiro teaser trailer de It - Capítulo Dois, que mostra uma crescida Beverly voltando a Derry e interagindo com uma senhora que, ainda que simpática, começa a se mostrar cada vez mais suspeita. Quando ela sai para fazer o café, olhar para os quadros confirma o motivo de sua suspeita.

O novo filme é ambientado 27 anos depois do primeiro filme, ambientado em 1988, e conta com os integrantes do "Clube dos Otários" Bill, Beverly, Ben, Richie, Stan, Mike e Eddie adultos retornando à sua cidade natal Derry para novamente lidar com a ameaça do palhaço sobrenatural Pennywise, uma entidade que retorna de tempos em tempos para se alimentar do medo das pessoas. 

Com James McAvoy (Vidro), Jay Ryan (Top of The Lake), Jessica Chastain (A Grande Jogada), Bill Hader (Barry), James Ransone (A Escuta), Andy Bean (Monstro do Pântano) e Bill Skarsgård (Atômica), o filme dirigido por Andy Muschietti (Mama) conclui a adaptação do romance monumental de Stephen King. A previsão de estreia no Brasil é para 5 de setembro de 2019.

Confira o trailer abaixo e deixe seu comentário!

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Confira o novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa


Após os eventos de Vingadores: Ultimato, e podendo se ver (mais ou menos) livre de spoilers, a Marvel divulgou o novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa, conectando a nova aventura do herói interpretado por Tom Holland a um dos eventos mais significativos da história recente do MCU: a morte do Tony Stark, o Homem-de Ferro.

O trailer novo dá mais profundidade à história, com Peter querendo curtir um pouco a adolescência em uma eurotrip, mas a chegada da vida adulta e das responsabilidades batem à porta quando o jovem sente-se no dever de honrar o legado do seu mentor Tony Stark, para isso ajudando Nick Fury, Maria Hill e a S.H.I.E.L.D. a lidar com criaturas poderosas conhecidas como Elementais, sendo assistido por isso por Quentin Beck, conhecido pela alcunha de Mysterio e que clama entender sobre os monstros e ser de uma realidade diferente, a Terra-833.

Muita informação para processar: o novo Homem-Aranha não só conecta com a última história lançada como também abre as portas para um conceito dos quadrinhos da Marvel ainda não explorado pelos filmes: o Multiverso. A maioria das histórias se passam na Terra-616,  mas há uma conjunção de realidades paralelas como o Microverso, a Zona Negativa e o interior da Jóia da Alma.

O conceito de Multiverso foi introduzido nas páginas do Capitão Britânia, onde cada realidade era guardada por um herói com esta alcunha. Nos quadrinhos, a Terra-833 é o lar do Aranha-UK, uma variante britânica do herói e único sobrevivente dessa realidade. O conceito dos vários Homens-Aranha diferentes explorado em Homem-Aranha no Aranhaverso parte de um arco onde um exército de variantes do herói descobre Karn, um membro de um grupo maligno conhecido como os Herdeiros que acaba se redimindo e se tornando um Mestre Tecelão, responsável por tecer a Teia da Vida e do Destino, que conecta todas as realidades alternativas. 

Após uma das grandes batalhas da década, a Marvel está sonhando alto. Não sabemos ainda até quando esse projeto continuará sendo expandido, mas o trailer cheio de novidades pode ser visto abaixo. Não se esqueça de comentar!

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Divulgado o primeiro trailer de Sonic - O Filme


Foi divulgado o primeiro trailer para Sonic - O Filme, adaptação em live-action e motion capture do clássico videogame do Master System e desde o ano passado um dos projetos mais polêmicos da internet, que em grande parte recebeu mal a concepção visual realista do ouriço azul velocista.

O filme foi produzido em associação internacional entre várias companhias, as mais famosas sendo a Paramount Pictures e a Sega e conta a história de Tom Wachowski, um xerife da pequena Green Hills que viaja até San Francisco para ajudar Sonic, um ouriço azul antropomórfico que é capaz de correr a velocidades incríveis,  tentando tanto livrar Sonic das garas do governo quanto para somar forças na batalha contra o vilão Dr. Robotnik.

Com Ben Schwartz (Parks and Recreation) fazendo a voz de Sonic, James Marsden (Westworld) como o xerife e Jim Carrey (O Máskara) como o vilão Robotnik, Sonic - O Filme é dirigido por Jeff Fowler, responsável pelos efeitos visuais de Onde Vivem os Monstros e que estreia na direção de longas-metargens.

O filme estreia no Brasil em 14 de maio de 2019. Veja o trailer abaixo e deixe seu comentário!

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Olhares para o passado


O Olhar de Cinema começa no próximo dia 5 de junho e durante 9 dias a extensa programação incluirá as tradicionais mostras de retrospectivas e clássicos, procurando como sempre reverberar o nosso tempo. E dentro do atual cenário do país de perdas de certezas e um infeliz elogio a repressão política, uma homenagem a um cineasta que viveu no exílio se faz necessário, infelizmente. Assim sendo, a Retrospectiva desse ano é denominada 'Raoul Ruiz e os Diálogos no Exílio', um recorte preciso sobre o período em que o renomado cineasta chileno precisou se afastar de seu país devido à ditadura imposta.

Falecido em 2011 aos 70 anos, Raoul construiu uma filmografia muito particular, ligando seu nome a narrativas nunca tradicionais, situações surreais e muitas vezes nonsense, além de ter formado ao longo de mais de 100 filmes que dirigiu um olhar sobre a própria condição de exilado, que tantas vezes refletiu em seu próprio cinema. Sua filmografia se espalhou por diversos países, mas no seu Chile natal e na França que escolheu viver se encontraram os grandes momentos dessa obra singular, cheia de autenticidade e que reverberou seu país e as tradições disruptivas que ele amalgamou com a junção desses dois Estados tão diferenciados.

De sua longa obra, o Olhar vem buscar filmes realizados entre os anos 60 e 70, que dialogavam muito com sua situação de exílio e cujo período conversa com a própria ditadura brasileira. Disse Antônio Junior, diretor geral e de programação do Festival: "talvez há um ano atrás, esse tema não fizesse muito sentido à nossa realidade; infelizmente, nossa realidade política hoje observa a situação de um exilado sob uma perspectiva aproximada e a obra de Ruiz, especificamente nesse recorte escolhido, mostra a potência do seu criador e também se comunica com toda a América Latina no mesmo período".

Além dos 8 filmes dirigidos por Ruiz, outras 10 produções dirigidas por grandes nomes nossos que igualmente abordam o exílio e a ditadura foram selecionadas para essa edição do Olhar, de nomes como os de Glauber Rocha, Lúcia Murat, Cacá Diegues, Júlio Bressane, Ruy Guerra e Helena Solberg. Abaixo, os filmes do Olhar Retrospectivo:

Três tristes tigres (Tres tristes tigres, 1968, Chile, 98 min)

Diálogos dos exiliados (Diálogos de exiliados/Dialogue d’exilés, 1975, Chile/França, 104 min)

A vocação suspensa (La vocation suspendue, 1977, França, 95 min)

A hipótese do quadro roubado (L’Hypothèse du tableau volé, 1978, França, 64 min)

As divisões da natureza (Les divisions de la nature: Quatre regards sur le château de Chambord, 1978, França, 31min)

Dos grandes eventos e pessoas comuns (De grands événements et des gens ordinaires, 1979, França, 61min)

O teto da baleia (Het dak van de walvis, 1982, Holanda, 90 min)

As três coroas do marinheiro (Les trois couronnes du matelot, 1983, França, 117 min)

Os 10 filmes a seguir, dirigidos por cineastas brasileiros exilados, também foram confirmados para a Retrospectiva. Os filmes serão exibidos em suas cópias digitais:

Meio-dia (dir. Helena Solberg, 1970, Brasil, 11 min)

Un séjour (dir. Carlos Diegues, 1970, França, 56min)

O Leão de Sete Cabeças (Der Leone Have Sept Cabeças, dir. Glauber Rocha, 1970, França/Itália/Brasil, 99 min)

Não é hora de chorar (No es hora de llorar, dir. Luiz Alberto Barreto Leite Sanz e Pedro Chaskel, 1971, Chile, 36 min)

Memórias de um estrangulador de loiras (dir. Júlio Bressane, 1971, Inglaterra/Brasil, 71 min)

A dupla jornada (dir. Helena Solberg, 1975, Argentina/Bolívia/México/Venezuela, 54 min)

Estas são as armas (dir. Murilo Salles, 1978, Moçambique, 56 min)

Mueda, memória e massacre (dir. Ruy Guerra, 1979, Moçambique, 75 min)

O pequeno exército louco (dir. Lúcia Murat e Paulo Adário, 1984, Brasil/Nicarágua, 52 min) 

Fragmentos de exílio (dir. Sivio Tendler, 2003, Brasil, 6 min)

A Olhares Clássicos vai além da homenagem a um nome específico, e abrange a visitação por obras inesquecíveis e primordiais do nosso cinema, em versões restauradas para longas metragens cujas oportunidades de conferir em tela grande são raras. Além disso, o festival costuma selecionar ao menos um filme de grandes nomes que faleceram no período, como são os casos de Nelson Pereira dos Santos, Jonas Mekas, Kira Muratova, Stanley Donen e a mais recente de um dos maiores nomes da História do Cinema, Agnès Varda.

Algumas sessões serão obrigatórias, como a de O Funeral das Rosas, um dos primeiros títulos a celebrar a causa LGBTQ no cinema ao percorrer bares e boates gays, em formato que mistura documentário com a típica psicodelia de 1969, pelas mãos de um dos mais proeminentes cineastas experimentais japoneses, Toshio Matsumoto. Ou o vencedor do Leopardo de Ouro em Locarno '70, Ó, Sol, do mauritano Med Hondo, falecido em março. Conterrâneo do homenageado passado do Olhar Djibril Diop Mambety, também Hondo é adepto do experimentalismo e foi intensamente celebrado com essa vitória a um filme que não perdeu sua força, e que celebra uma forma de se livrar do julgo para imigrantes africanos na França do período. 

Ainda terá por lá exibição do impressionante O Conformista, de Bernardo Bertolucci, bem como A Longa Caminhada, de Nicolas Roeg. A russa Kira Muratova terá a oportunidade de se tornar mais reconhecida no país, já que seu nome nunca foi muito difundido por aqui, através de um de suas obras mais importantes, 'Conhecendo o Grande e Vasto Mundo'. E um dos filmes mais importantes de Agnès Varda, Os Renegados, estará homenageando a grande dama e uma das criadoras da Nouvelle Vague. 

Abaixo, a lista dos clássicos que estarão no Olhar: 

O Funeral das Rosas (Funeral Parade of Roses, dir. Toshio Matsumoto, Japão, 1969, 105 min.)

Filhas do Pó Daughters of the Dust, dir. Julie Dash, EUA, 1991, 112min.)

Ó, Sol (Soleil Ô, dir. Med Hondo, Mauritânia, 1970, 98 min.)

O Conformista (Il conformista, dir. Bernardo Bertolucci, Itália, 1970, 113 min.)

Conhecendo o grande e vasto mundo (Getting to Know the Big Wide World, dir. Kira Muratova, União Soviética, 75min. 1978) 

Os Renegados (Sans toit ni loi, dir. Agnès Varda, França, 105 min. 1985)

A Longa Caminhada (Walkabout, dir. Nicolas Roeg, Austrália/Reino Unido, 1971, 100min)

Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, dir. Stanley Donen, EUA, 1952, 103min)

Memórias do cárcere (dir. Nelson Pereira dos Santos, Brasil, 1984, 185min)

 

Programa Germaine Dulac


Celles qui s’en font (dir. Germaine Dulac, França, 1928, 6min)

La cigarette (dir. Germaine Dulac, França, 1919, 56min)

Danses espagnoles (dir. Germaine Dulac, França, 1928, 7min)

Reminiscências de uma Viagem à Lituânia (Reminiscences of a Journey to Lithuania, dir. Jonas Mekas, Lituânia/EUA, 1972, 82min)

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John Singleton falece aos 51 anos

Após sofrer um derrame no dia 17 de abril de 2019 e estar desde então em coma, o diretor John Singleton teve os aparelhos que o mantinham vivo desligados e faleceu aos cinquenta e um anos de idade.

Singleton destacou-se em Hollywood com Os Donos da Rua (1991), que o tornou o cineasta mais jovem e o primeiro afro-americano indicado ao Oscar de Melhor Direção, também lançando para a fama o ator Cuba Gooding Jr. (Homens de Honra). Desde então, Singleton ainda comandaria o remake Shaft (2000), a sequência +Velozes +Furiosos (2003) e o clipe de Michael Jackson Remember The Time.

Pai de cinco filhos, um deles com a atriz Akosua Busia (A Cor Púrpura), Singleton também dirigiu episódios das séries Empire e American Crime Story e criticava ativamente Hollywood por questões raciais, chegando a afirmar  em uma palestra universitária que para diretores negros só era possível fazer filmes sobre questões de raça.

Críticas

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Mistura de ação e ficção científica que fez um clássico dos anos 80

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James Cameron é um daqueles cineastas capazes de doar o próprio sangue, suor e até mesmo uma boa quantia em dinheiro para levar seus projetos adiante. Quem conhece a histórica produção de Titanic sabe o quanto o diretor passou pro trancos e barrancos para finalizar o longa, explodindo orçamentos e levando o elenco à loucura, tamanho seu perfecciosnimo atrás das câmeras. Deu certo, pois a história do malfadado transatlântico se tornou um dos mais autênticos sucessos do cinema. E talvez por sua enorme popularidade é que poucos lembrem que Cameron já havia passado por dores de cabeça semelhantes quando começou a trabalhar na produção de O Exterminador do Futuro, uma mistura de ação e ficção cientifica da qual muitos duvidaram na época, mas que abriu diversas portas para que Cameron se firmasse como um dos diretores mais competentes dos anos 80.

Sim, pois a primeira idealização foi imediatamente recusada logo de início, algo que não lhe impediu de levar sua ideia adiante. Ele chamou mais quatro mãos para reescrever seu roteiro, e conseguiu a atenção da produtora Gale Anne Hurd, que viria a comprar os direitos do filme pela barganha de um dólar. Levando o roteiro a sofrer mais alguns cortes em razão das restrições orçamentárias, grandes responsáveis pelo formato final da obra, e a escalação de um popular Arnold Schwarzenegger (que acabava de vir do sucesso de Conan - O Bárbaro) na pele do impiedoso cyborgue T-800, Cameron misturou essa salada e deu vida a um improvável clássico do gênero, numa obra que encontrou seu ponto alto justamente em sua econômica narrativa, obrigando-o a respeitar seus limites orçamentários e encontrar soluções criativas para o filme.

A própria trama em si é absurdamente simples, na qual o andróide T-800 é enviado do futuro para os anos 80 com o objetivo de assassinar Sarah Connor (Linda Hamilton), enquanto o soldado Kyle Reese (Michael Biehn) também é enviado para proteger Sarah do destrutivo ciborgue. O motivo: Sarah será a responsável por dar à luz John Connor, que no futuro será o líder da resistência humana após um holocausto nuclear, quando as máquinas viriam a dominar o planeta.

Cameron vai, através de flashbacks simplistas e esclarecedores, nos revelando sobre a atual situação do futuro após o domínio das máquinas, o que joga o espectador no mesmo nível do ceticismo inicial de Sarah, que vai aos poucos compreendendo a gravidade e a dimensão de sua situação, e sua própria importância enquanto geradora do líder da humanidade. Nesse último ponto, recebemos um forte discurso feminista por parte de Cameron, fortificando a figura da mulher e transformando-a em mais do que um mero rosto frágil que precisa ser protegido. É um discurso inserido de maneira sutil, mas bastante forte, o que eleva o status de O Exterminador do Futuro para além de um mero filme de ação.

Isso porque Cameron também insere incitações curiosas sobre a identidade visual da época e as próprias idealizações do público sobre o que seria o futuro. Como o visionário que é, elabora inteligentíssimas rimas visuais entre o presente e o possível futuro, no qual a identidade do movimento punk, indo das roupas e acessórios até o estilo musical, entra num conflito curioso com a presença dura e sem expressão do T-800, sempre vestido de preto e com óculos escuros, numa representação incerta do amanhã.

Para tanto, Cameron não trabalha em cima dos estereótipos cibernéticos com os quais o público estava acostumado (algo, acredito eu, também resultado das restrições monetárias), mas coloca uma figura de aparência comum em meio aos humanos para, aos poucos, desconstruí-la (literalmente) aos nossos olhos. Nesse ponto é que podemos ver o quanto uma boa técnica pode ser aliada da história, transformando-a num poderoso elemento narrativo; pois, conforme os conflitos corporais vão acontecendo na tela, vemos o T-800 sendo gradativamente destruído, sofrendo danos, obrigando o espectador a passar pela angustiante experiência de ver o monstro ser revelado aos poucos, assumindo contornos cada vez mais assustadores.

É nesse ponto que, apesar do baixo orçamento, fica impossível não reverenciar o trabalho de maquiagem de Stan Winston, que alcança uma sensação de realismo absolutamente digna. As explosões e acrobacias das eletrizantes cenas de ação também surpreendem por não se limitarem aos efeitos gráficos, impressionando o público até hoje por sua veracidade. Tal excelência técnica entra em conflito apenas nos momentos finais, quando temos o T-800 num stop-motion bastante artificial. As cenas em animatrônicos, entretanto, compensam graças aos criativos e funcionais posicionamentos e movimentos da câmera de Cameron, conferindo as impressões exatas aos movimentos do T-800.

Schwarzenegger encontrou na sua roupagem do inexpressivo andróide T-800 a figura ideal para catapultar de vez seu estrelato. Muito longe de ser um bom ator, Arnold faz bom uso de sua aparência truculenta e de seu sotaque austríaco carregado para dar vida a um personagem marcado por estas características, com um simples diálogo como “I’ll be back” ficando eternizado pela voz do ator. Linda Hamilton convence como a inicialmente assustada Sarah Connor, que, conforme vai tomando conhecimento de sua própria importância, assume contornos mais definitivos e audaciosos. Michael Biehn é o único elo fraco do elenco, com sua ausência de carisma dificultando o envolvimento do público com os conflitos internos de seu personagem.

Encerrando o longa com um desfecho que apenas deixa incertezas no ar (incertezas estas que viriam a justificar a popular continuação dos anos 90), Cameron criou um dos mais improváveis clássicos dos filmes de ação e ficção cientifica, numa felicíssima união entre os dois gêneros, resultando numa obra excitante, nostálgica e até mesmo reflexiva. É cinema que apenas enriquece com o tempo.

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Antônio e Camila Pitanga são os homenageados da Mostra Tiradentes

Foram anunciados ontem tanto o tema quanto os homenageados da 23a. Mostra Tiradentes de Cinema, um dos mais importantes festivais do país, a ser realizado entre os próximos dias 24 de janeiro e 1o. de fevereiro na cidade histórica mineira, dando o pontapé inicial ao calendário de festivais brasileiros como já é tradição; espera-se mais uma vibrante e urgente seleção, que venha apontar as lanternas em direção a um futuro que o cinema precisa enfrentar.

'A Imaginação como Potência' é o tema que vai perpassar toda a seleção em 2920, provavelmente a ser anunciada ainda esse mês. Para o crítico Francis Vogner dos Reis, mais uma vez a frente da coordenação de curadoria, o cinema resistirá aos ataques que vem sofrendo. “O que emerge na atual produção no país é o desejo de interpretar nossa experiência hoje, de projetar caminhos possíveis, de provocar imagens que nos remetam a uma perspectiva sobre o passado tendo em vista não só um olhar original sobre fraturas sociais e políticas, mas também uma superação destas num desejo de futuro”, destaca Francis. “Existem filmes, documentários e ficções, que olham o presente e colocam as coisas em termos históricos, atentando para o mundo como ele é e se questionando como ele poderia ser”.

O tema, de acordo com Francis, mostra que o cinema pode expandir a nossa imaginação em tempos de barbárie e perseguição. "Os filmes imaginam outros mundos, outras possibilidades de existência, permitem ver o real transfigurado para além do fatalismo que a mediocridade política insiste em apontar como a única realidade possível”, reafirma o crítico que está preparando mais uma edição de tirar o fôlego dos cinéfilos mineiros.

Os homenageados do ano fazem parte de uma mesma e celebrada família, Antônio e Camila Pitanga. Somando 80 anos esse ano, Antônio pavimentou a estrada rumo a representatividade negra nas artes do país como um todo. Inspirou e orgulhou o país e os próprios filhos, e Camila estará do lado dele recebendo esse mesmo carinho e representando também ela a nova geração de artistas negros brasileiros que ainda enfrentam desafios e preconceitos, também ela inspirando novos atores e atrizes.

O filme de abertura do evento faz parte também ele do bloco de homenagens. 'Escravos de Jó', o novo longa de Rosemberg Cariry, mostra Antônio como um dos protagonistas de um filme que é uma história de amor entre dois jovens no qual o homenageado interpreta um veterano imigrante africano. “Ele faz esse velho livreiro de ascendência judaica, chamado Jerémie Valés, imigrante do norte da África com história de vida passada também na França. Um personagem que viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial, mas que manteve viva a esperança e a chama da poesia”, conta Cariry.

Tambem fazem parte das homenagens a pai e filha 'Na Boca do Mundo', dirigido e protagonizado pelo próprio Pitanga, 'Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios', de Beto Brant e protagonizado por Camila, além de 'Pitanga', documentário sobre o pai dirigido pela filha e também por Brant, fechando a seção Homenagem.

A seleção completa da Mostra Tiradentes será anunciada até semana que vem e vem aguardada de profunda ansiedade por todos que desejam que o cinema brasileiro dê continuifade ao momento iniciado nesse ano que se encerra, mostrando ao governo preparado para o desmonte de nossa cultura como a mesma está viva e repleta de nomes veteranos e novos sedentos a fazer de 2020 um grande ano.

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Surpresas e nomes já esperados nas indicações ao SAG 2020



Foram divulgadas as nomeações para o SAG Awards 2020. Esta premiação, concedida pelo sindicato dos atores estadunidense (o Screen Actors Guild), reconhece as grandes performances do ano que passou no cinema e na televisão e é um forte indicativo para as categorias de atuação do Oscar. Além de celebrar o trabalho individual das atrizes e atores, o SAG também tem categorias de Melhor Elenco, as principais da premiação.

Este ano, os filmes O Escândalo, O Irlandês e Era uma Vez em... Holywood lideram o número de indicações para as categorias de cinema, com quatro indicações cada. E a comédia Maravilhosa Sra. Maisel foi quem liderou nas categorias de televisão, também com quatro indicações.

Entre as surpresas das nomeações está a ausência de História de um Casamento na categoria de Melhor Elenco em Filme, apesar das três indicações individuais recebidas (Scarlett Johansson, Adam Driver e Laura Dern, em Atriz, Ator, e Atriz Coadjuvante, respectivamente). A indicação de Parasita nessa mesma categoria, por outro lado, mostra a força que este filme está tendo nesta temporada de prêmios.

A categoria de Melhor Atriz conta com um nome ausente das dez indicações do Globo de Ouro, anunciadas um dia antes, que é Lupita Nyong'O, pelo terror Nós. Nyong'O tem sido reconhecida pelos prêmios da crítica estadunidense, mas ainda se questionava se a atriz estaria presente entre as indicadas nas premiações televisionadas (Globo de Ouro, SAG, Bafta e Oscar). E a lembrança de seu trabalho pelo SAG é um bom indicativo de que ela pode ainda chegar ao Oscar.

Entre as indicações menos esperadas estão as coadjuvantes Nicole Kidman, por O Escândalo, e Scarlett Johansson, por Jojo Rabbit, além de Jamie Foxx, por Luta por Justiça, na categoria masculina. Apesar de já ter aparecido no Globo de Ouro, a indicação de Taron Egerton, de Rocketman, abre uma maior possibilidade de que o ator volte a aparecer no Oscar. A ausência de Robert De Niro tanto aqui quanto no Globo de Ouro por seu trabalho em O Irlandês sugere, talvez, que uma vaga está afinal aberta na categoria.

A cerimônia de premiação do SAG Awards 2020 ocorrerá no dia 19 de janeiro. Confira a lista completa de nomeações:

Melhor Elenco em Filme

O Escândalo
O Irlandês
Jojo Rabbit
Era uma Vez em... Hollywood
Parasita

Melhor Atriz em Filme

Cynthia Erivo, por Harriet
Scarlett Johansson, por História de um Casamento
Lupita Nyong'o, por Nós
Charlize Theron, por O Escândalo
Renée Zellweger, por Judy

Melhor Ator em Filme

Christian Bale, por Ford vs Ferrari
Leonardo DiCaprio, por Era Uma Vez Em… Hollywood
Adam Driver, por História de um Casamento
Taron Egerton, por Rocketman
Joaquin Phoenix, por Coringa

Melhor Atriz Coadjuvante em Filme

Laura Dern, por História de um Casamento
Scarlett Johansson, por Jojo Rabbit
Nicole Kidman, por O Escândalo
Jennifer Lopez, por As Golpistas
Margot Robbie, por O Escândalo

Melhor Ator Coadjuvante em Filme

Jamie Foxx, por Luta Por Justiça
Tom Hanks, por Um Lindo Dia na Vizinhança
Al Pacino, por O Irlandês
Joe Pesci, por O Irlandês
Brad Pitt, por Era uma Vez em… Hollywood

Melhor Elenco em Série Dramática

Big Little Lies
The Crown
Game of Thrones
O Conto da Aia
Stranger Things

Melhor Atriz em Série Dramática

Jennifer Aniston, por The Morning Show
Helena Bonham Carter, por The Crown
Olivia Colman, por The Crown
Jodie Comer, por Killing Eve
Elisabeth Moss, por O Conta da Aia

Melhor Ator em Série Dramática

Sterling K. Brown, por This Is Us
Steve Carrell, por The Morning Show
Billy Crudup, por The Morning Show
Peter Dinklage, por Game of Thrones
David Harbour, por Stranger Things

Melhor Elenco em Série de Comédia

Barry
Fleabag
O Método Kominsky
Maravilhosa Sra. Maisel
Schitt’s Creek

Melhor Atriz em Série de Comédia

Christina Applegate, por Disque Amiga para Matar
Alex Borstein, por Maravilhosa Sra. Maisel
Rachel Brosnahan, por Maravilhosa Sra. Maisel
Catherine O’Hara, por Schitt’s Creek
Phoebe Waller-Bridge, por Fleabag

Melhor Ator em Série de Comédia

Alan Arkin, por O Método Kominsky
Michael Douglas, por O Método Kominsky
Bill Hader, por Barry
Andrew Scott, por Fleabag
Tony Shalhoub, por Maravilhosa Sra. Maisel

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV

Patricia Arquette, por The Act
Toni Collette, por Inacreditável
Joey King, por The Act
Emily Watson, por Chernobyl
Michelle Williams, por Fosse/Verdon

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para a TV

Mahershala Ali, por True Detective
Russell Crowe, por The Loudest Voice
Jared Harris, por Chernobyl
Jharrel Jerome, por Olhos que Condenam
Sam Rockwell, por Fosse/Verdon

Melhor Elenco de Dublês em Filme

Vingadores: Ultimato
Ford vs Ferrari
O Irlandês
Coringa
Era Uma Vez Em… Hollywood

Melhor Elenco de Dublês em Série de Comédia ou Dramática

Game of Thrones
Glow
Stranger Things
The Walking Dead
Watchmen

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Assista ao último trailer de The Witcher



Foi divulgado hoje o trailer final de The Witcher, a nova série de fantasia da Netflix. O material divulgado apresenta o enredo e os personagens da primeira temporada da série, que estreia completa no dia 20 de dezembro no canal de streaming. The Witcher é ambientada em um Continente governado pelo mal, em que um caçador de monstros (Henry Cavill), uma feiticeira (Anya Chalotra) e uma princesa em fuga (Freya Allan) cruzam seus rumos.

A série é criada por Lauren Schmidt Hissrich e adaptada da saga literária de mesmo nome escrita por Andrzej Sapkowski. Os livros são protagonizados por Geralt de Rivia, o personagem de Cavill na série, e já foram adaptados antes para o cinema, vídeo-game, graphic novel e, antes da produção da Netflix, para a televisão em 2002. A primeira temporada desta nova adaptação terá oito episódios, e a série já foi renovada para uma segunda temporada.

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Confira os indicados ao Globo de Ouro em 2020


Com a divulgação dos indicados ao Globo de Ouro, as indicações ao Oscar começam a se formar. E fato é que, com poucas surpresas, os indicados à tradicional premiação de cinema e televisão representaram de fato a maioria das obras de maior impacto durante o ano de 2019.

No campo do cinema, lidera, surpreendentemente, História de um Casamento, com seis indicações. Empatados no segundo lugar, O Irlandês e Era Uma Vez... em Hollywood, novas obras de Martin Scorsese e Quentin Tarantino, com cinco categorias indicadas cada um. Acompanham Coringa e Dois Papas, com quatro, e 1917, com três cada. No campo internacional, Bong Joon-ho conseguiu morder três indicações com seu Parasita enquanto Dor e Glória, reflexiva obra de Almodóvar, conseguiu indicação em língua estrangeira e à ator principal.

No campo da televisão, após recepção ruim e controvérsia por vitória no Emmy, Game of Thrones só aparece com uma indicação, com Kit Harington como Melhor Ator. Chernobyl, que dominou o campo das minisséries no Emmy, Fleabag e Barry no campo das comédias e The Crown e Big Little Lies no campo do drama já eram esperados. The Morning Show, primeira série da AppleTv+, já chegou abalando, com quatro indicações. Surpreendentemente, a aclamada Euphoria da HBO ficou de fora.

Como um balanço geral, a Netflix continua provando sua predominância no cinema tendo assinado a produção de várias obras, como O Irlandês, História de um Casamento, Dois Papas, The Crown, Disque Amiga Para Matar, Cara x Cara e O Método Kominsky. Tradicional gigante do gênero, a HBO ainda continua um nome forte, já que produziu Chernobyl, Barry e Big Little Lies, mas nem dá para comparar. A Amazon vem se mostrando uma potência com alguns projetos de destaque, como Fleabag e A Maravilhosa Sra. Maisel. E no campo das animações, a Disney domina, com três entre cinco indicações.

Confira a lista abaixo e nos diga seus favoritos! 

Melhor Filme - Drama

1917
O Irlandês
Coringa
História de Um Casamento
Dois Papas

Melhor Filme - Comédia ou Musical

Jojo Rabbit
Entre Facas e Segredos
Era Uma Vez em... Hollywood
Rocketman
Meu Nome é Dolemite 

Melhor Atriz - Drama

Scarlett Johansson, por História de um Casamento 
Saoirse Ronan, por Adoráveis Mulheres
Charlize Theron, por O Escândalo
Renée Zellwegger, por Judy
Cynthia Erivo, por Harriet

Melhor Ator - Drama

Christian Bale, por Ford vs Ferrari
Antonio Banderas, por Dor e Glória 
Adam Driver, por História de um Casamento
Joaquin Phoenix, por Coringa
Jonathan Pryce, por Dois Papas

Melhor Atriz - Comédia ou Musical

Ana de Armas, por Entre Facas e Segredos
Awkwafina, por A Despedida
Cate Blanchett, por Cadê Você, Bernadette?
Beanie Feldstein, por Fora de Série
Emma Thompson, por Late Night

Melhor Ator - Comédia ou Musical 

Daniel Craig, por Entre Facas e Segredos
Roman Griffin Davis, por Jojo Rabbit
Leonardo DiCaprio, por Era Uma Vez...  em Hollywood
Taron Egerton, por Rocketman
Eddie Murphy, por Meu Nome é Dolemite 

Melhor Atriz Coadjuvante - Geral 

Anette Bening, por O Relatório
Laura Dern, por História de um Casamento 
Jennifer Lopez, por As Golpistas
Margot Robbie, por O Escândalo
Kathy Bates, por O Caso Richard Jewell

Melhor Ator Coadjuvante - Geral 

Tom Hanks, por Um Lindo Dia na Vizinhança 
Anthony Hopkins, por Dois Papas
Al Pacino, por O Irlandês
Joe Pesci, por O Irlandês
Brad Pitt, por Era Uma Vez... em Hollywood

Melhor Diretor de Filme

Bong Joon-Ho, por Parasita 
Sam Mendes, por 1917
Todd Philips, por Coringa
Martin Scorsese, por O Irlandês
Quentin Tarantino, por Era Uma Vez... em Hollywood

Melhor Roteiro de Filme

Noah Baumbach, por História de Um Casamento
Bong Joon Ho e Han Ji Won, por Parasita
Anthony McCarten, por Dois Papas
Quentin Tarantino, por Era Uma Vez... em Hollywood
Steve Zaillian, por O Irlandês

Melhor Animação 

Como Treinar Seu Dragão 3
O Rei Leão
Link Perdido
Toy Story 4 
Frozen II

Melhor Filme em Língua Estrangeira

A Despedida
Os Miseráveis
Dor e Glória 
Parasita
Retrato de Uma Jovem em Chamas 

Melhor Trilha Sonora de Filme 

Alexandre Desplat, por Adoráveis Mulheres
Hildur Gudnadottir, por Coringa 
Randy Newman, por História de um Casamento
Thomas Newman, por 1917
Daniel Pemberton, por Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe

Melhor Canção Original de Filme 

Spirit, por Timothy McKenzie, Ilya Salmanzadeh e Beyoncé, em O Rei Leão
Stand Up, por Joshua Brian Campbell e Cynthia Erivo, em Harriet
Beautiful Ghosts, por Andrew Lloyd Webber e Taylor Swift, em Cats
I'm Gonna Love Me Again, por Elton John e Bernie Taupin, em Rocketman
Into the Unknown, por Kristen Anderson Lopez e Robert Lopez, em Frozen II

Melhor Série de Drama

Big Little Lies
The Crown
Killing Eve
The Morning Show
Succession

Melhor Série - Comédia ou Musical

The Politician
Barry
Fleabag
O Método Kominsky
A Maravilha Sra. Maisel

Melhor Minissérie ou Filme para Televisão

Chernobyl
Fosse/Verdon
The Loudest Voice
Unbelievable
Catch-22

Melhor Atriz - Minissérie ou Filme Para a Televisão

Kaitlyn Dever, por Unbelievable
Joey King, por The Act
Helen Mirren, por Catherine the Great
Merritt Wever, por Unbelievable
Michelle Williams, por Fosse/Verdon

Melhor Ator - Minissérie ou Filme Para Televisão 

Sacha Baron Cohen, por The Spy
Russell Crowe, por The Loudest Voice
Jared Harris, por Chernobyl
Sam Rockwell, por Fosse/Verdon
Christopher Abbott, por Catch-22

Melhor Atriz - Série de Drama 

Jennifer Aniston, por The Morning Show
Olivia Colman, por The Crown
Jodie Comer, por Killing Eve
Nicole Kidman, por Big Little Lies
Reese Witherspoon, por The Morning Show

Melhor Ator - Série de Drama 

Brian Cox, por Succession
Kit Harington, por Game of Thrones
Rami Malek, por Mr. Robot
Tobias Menzies, por The Crown
Billy Porter, por Pose

Melhor Atriz - Série de Musical ou Comédia 

Christina Applegate, por Disque Amiga Para Matar
Rachel Brosnahan, por A Maravilhosa Sra. Maisel
Kirsten Dunst, por On Becoming a God in Central Florida
Natasha Lyonne, por Boneca Russa
Phoebe Waller-Bridge, por Fleabag

Melhor Ator - Série de Musical ou Comédia 

Bill Hader, por Barry
Ben Platt, por The Politician
Paul Rudd, por Cara x Cara
Ramy Youssef, por Ramy
Michael Douglas, por O Método Kominsky

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para Televisão

Patricia Arquette, por The Act
Helena Bonham Carter, por The Crown
Toni Collette, por Unbelievable
Meryl Streep, por Big Little Lies
Emily Watson, por Chernobyl

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para Televisão

Henry Winkler, por Barry
Alan Arkin, por O Método Kominsky
Kieran Culkin, por Succession
Andrew Scott, por Fleabag
Stellan Skarsgård, por Chernobyl



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