
- Direção
- Kiyoshi Kurosawa
- Roteiro:
- Kiyoshi Kurosawa (roteiro), Sachiko Tanaka (roteiro), Tomohiro Maekawa (baseado na peça de)
- Gênero:
- Drama, Ficção Científica
- Origem:
- Japão
- Estreia:
- 12/04/2018
- Duração:
- 129 minutos
Lupas (12)
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A ideia não é ruim, mas a insistente falta coerência para metaforizar "humanidade" ("a coisa" se apropria do conhecimento da pessoa hospedeira, mas não entende conceitos simples de família ou trabalho, ou sendo criança já sabe atirar, além de ser super-humana, mas morre rapidamente quando quer, sem contar que as pessoas próximas vão achando absolutamente normal tudo isso, e não há uma ação mais energética do Governo) atrapalha demais a narrativa, sem contar que a trama maçante não evolui nunca.
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Tem seu mérito e empatia pela construção de uma premissa bastante incomum e que mesmo de forma atabalhoada consegue refletir sobre os conceitos que carregamos numa perspectiva entre aquilo que é descartável e aquilo que nos torna humanos.
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Roteiro expositivo, diálogos extremamente constragendores e narrativa, em sua maior parte, cheia de barrigas, fazem desse um filme com um arco dramático desperdiçado. O final deixa isso bem claro: uma bonita história de amor desperdiçada e mal contada.
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Uma investigação sobre a natureza humana, e também um ode a mesma, que funciona por partir de uma abordagem mais leve e descontraída, se distanciando de um sci-fi obscuro. Se desloca para algo mais exaltado e meloso no 3° ato, o que não é ruim aqui.
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Pluridialético, os 15 minutos finais estão entre o que de melhor existe no cinema contemporâneo, já o restante peca por ser apenas bom (muito abaixo da média do Kiyoshi).
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Interessante trabalho de investigação da natureza humana.
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O passeio por gêneros é trunfo e maldição. Se mostra que Kurosawa encena elegantemente nos signos do suspense, sci-fi e até aventura, acaba por gerar um excesso de estímulos que tira o foco do que o filme tem de melhor e mais básico: o amor x desamor.
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Usa a premissa insólita de maneira competente e trilha caminhos menos óbvios em seu arco dramático, embora a segunda metade sofra uma sensível redução de qualidade. Um cruzamento de gêneros com o selo Kurosawa.
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Embora seja um tanto previsível, a estranheira causada pela proposta tão incomum gera uma certa empatia pelos personagens e suas motivações oblíquas. No final, pode-se tirar até uma lição ou outra seja lá do que o filme quis transmitir.
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A fabulação de Kurosawa sempre impressiona: apenas com a palavra, a luz, a direção de atores, o enquadramento, o plano-sequência e elementos básicos de cenografia, ele, aqui, cria uma invasão alienígena com efeitos especiais somente nos minutos finais.
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Jornada idiossincrática através de gêneros diferentes em busca do conceito do amor, o que pode parecer algo piegas e clichê se torna bastante inovador e bonito no cinema do K. Kurosawa.
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São por filmes como esses, e principalmente esse aqui de 2017, que o Cinema do brilhante Kurosawa do séc. XXI chega a ser imprescindível. Filosofando e elevando nosso pensamento, ressignifica a sua identidade da forma única que um verdadeiro mestre faria.