
- Direção
- Jacques Tourneur
- Roteiro:
- Ernest Pascal (roteiro), Ernest Haycox (romance)
- Gênero:
- Faroeste, Ação, Romance
- Origem:
- Estados Unidos
- Duração:
- 92 minutos
- Prêmios:
- 19° Oscar - 1947
Lupas (11)
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Um filme com uma mise-en-scène absurdamente encantadora. Composições de uma beleza singular, respiram poesia, grandeza, a comunhão idílica dos elementos da terra. A saga da formação de uma civilização é doce e pictórica, mas também violenta e melancólica, medos e paixões se entrelaçam na simbologia dos sentimentos. É a terra de homens errados e errantes, mulheres fortes e apaixonantes, natureza esplêndida em toda sua majestade. É a arquitetura da vida ganhando corpo diante de nossos olhos.
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Tourneur visita o faroeste incorporando o seu olhar ao gênero, com uma narrativa bastante econômica em balas e duelos ao sol. Outros elementos arquetípicos surgem suavizados, e a beleza do techinocolor deixa tudo mais vívido e atrativo.
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Muito bonito visualmente, tem aquele típico technicolor vibrante, aqui com uma veia meio idílica que dá um enorme charme. Mas o filme para por aí mesmo. O protagonista é mal construído, a história é totalmente morna e sem desenvolvimento, e o retrato socio-histórico não passa de um mero detalhe tratado com enorme banalidade.
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Western dos mais sofisticados e bem dirigidos. A trama fica em segundo plano quando se tem quadros tão inesquecíveis como aqui.
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O germe da sociedade do espetáculo no oeste e o peso da comunidade lastreiam as intrigas desse romance de colonização repleto de personagens fortemente dúbios inseridos nas impressionantes composições cênicas de Tourneur.
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Apesar de todas as críticas positivas para este faroeste ainda prefiro Torneur em seus noirs elegantíssimos e cheios de mal-caratismo. Este sinceramente não me envolveu nem um pouco.
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Aquele meio sorriso de Susan Hayward quando descobre que seu noivo que não desejava foi condenado à morte... Filme cheio de sutilezas e ambiguidades, é o meio do caminho entre o western e o noir.
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Tourneur é um maestro formidável, inclusive em Canyon Passage. O que acontece é que estava em suas mãos um roteiro que não combinou tanto com seu estilo e em muitos momentos o filme soa artificial e inorgânico (em especial seus diálogos).
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silly romance: o personagem de Dana Andrews me pareceu daqueles pouco críveis que só cometem asneiras... o clímax do filme, onde a ação se acumula, guardo o interesse pela obra.
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13/09/15
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Um romance aristocrata, com suas intrigas amorosas, disfarçado de western. Critica suavemente a questão da ambição e do progressismo americano. Um pouco cansativo, regular. Belas cores do Tourneur, mas prefiro seu P&B, direção discreta.