
- Direção
- Roteiro:
- Abel Ferrara (roteiro), Christ Zois (roteiro), William Gibson (II) (conto)
- Gênero:
- ,
- Origem:
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 93 minutos
Lupas (20)
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Abel Ferrara encontra David Lynch.
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E segue minha jornada cabulosa de entender qual é a do Ferrara. Muita brisa, floreio e lero lero pra um fiapo de história que nem faz muito sentido.
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Quiromania.
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Um produto genuíno de Abel Ferrara, "New Rose Hotel" é um filme que circula pelo abismo da mente humana. Uma ruína moral de desejo, prazer, poder, obsessão, pesadelo e vazio. Problema é que parece não funcionar como conjunto (ou na minha cabeça). É mais irritante do que deveria. Fica na média pela presença avassaladora de Asia Argento.
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Que punhetação, passa a primeira hora em um enfadonho exercicio estético do diretor, onde nada acontece, e a ultima meia hora ele fica literalmente repetindo as mesmas cenas da primeira hora. Ferrara fez coisa muito melhor.
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Sucumbência do mundo corporativo a mente de Ferrara, filme Punk que me lembra Velvet Underground e o cinema de Resnais (onde mente e memórias afetivas falam pelos cotovelos em uma linguagem única).
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Desde o início entramos num mundo de sedução e solidão, com uma das narrativas mais livres e condensadas de Ferrara, numa vibe neo-noir que vai da racionalidade dos negócios até a completa perdição, da sequência dos fatos até o fluxo de dor e memórias.
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Sua estrutura vagabunda acaba fazendo parte de um ciclo estranhamente envolvente. Partindo de uma história interessante mas com um desenvolvimento realmente loroteiro,vira grande ao construir a memória na edição - as lembranças voltando naquele breu.
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what the fuck ?!
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Abel Ferrara é um dos poucos cineastas que consegue fazer com que as imagens ultrapassem sua função e transponha bem mais do que aquilo que foram predestinadas a passar.
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Um vaivém cansativo gerado por um roteiro sem viço. A repetição de diálogos e situações banaliza o que poderia ter sido algo: crítica corporativa ou sobre como o poder corrompe.
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O tão criticado uso dos flashbacks no fim só fazem parte do complexo quebra-cabeça montado por Ferrara em New Rose Hotel. Sandii é, ao lado de Thana, a personagem que melhor resume a visão do cineasta sobre o poder do sexo feminino.
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Ferrara reúne três dos maiores atores do underground, para realizar seu conto de amor, que resulta em um filme alucinante e extremamente atmosferico. O merecido desfecho para uma década monstruosamente genial do autor.
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Arrastão pela mente humana que no caminho leva consigo fragmentos de emoções, memórias distorcidas e imaginação transformado em pura arte audiovisual. Já se passaram 15 anos e o cinema ainda não chegou a New Rose Hotel.
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" O mais reflexivo de Ferrara".
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Um filme escuro, porém, não sombrio, uma história de traição que envolve corporações e sentimentos pessoais tudo como reflexo do objetivo de nosso tempo: dinheiro.
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Abel Ferrara aceita o desafio e transforma uma história convencional, com predisposição para o fracasso, em uma experiência desnorteante, sedutora e intensa.
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Ferrara faz um cinema difícil no qual, assim como uma lesma caminhando sobre uma lâmina de uma faca, qualquer escorregada pode ser fatal. Aqui há algumas escorregadas, a forma prevalesce sobre o conteúdo, mas ainda assim é um legítimo Ferrara e isto basta
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Ferrara mais experimental, acertadamente tirando o foco da ação e o colocando nos personagens: o desejo, os conflitos (internos e externos), a culpa. Ainda conduz para uma tour-de-force no terceiro ato, em que todo o filme se fragmenta e vira memória.
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New Rose Hotel guarda o que há de mais primitivo do cinema do Ferrara. É - quase - uma contradição gostar de seus demais filmes e ignorar este aqui.