
- Direção
- Grigori Aleksandrov, Sergei M. Eisenstein
- Roteiro:
- John Reed (livro), Grigori Aleksandrov (autor), Sergei M. Eisenstein (autor)
- Gênero:
- Drama, Histórico
- Origem:
- União Soviética
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 142 minutos
Lupas (16)
-
Montagem dialética, obra sempre explosiva, pulsante, quando não metafísica (digo pela capacidade de sintetizar a violência e toda a transformação do período com imagens sacras, até elipiticas).
-
Começa muito bem, com uma montagem de fato excelente, articulação com multidões, apuro técnico quase perfeito (a cena da ponte se abrindo pra isolar o centro da cidade é sensacional). Depois ficou num vai e vem muito difícil de acompanhar, decaindo em ritmo e em interesse. Certamente o livro do John Reed é muito mais informativo. Fica a lição de que pra fazer revolução, é necessário o apoio popular e militar.
-
Estudado "numa dessas faculdades de história", Oktyabr foi e sempre será um grandioso parâmetro histórico (sim!) para se entender o que foi a Rússia de 1917, já que haviam se passado somente 10 anos e Einsenstein não poupou agrados a Stalin.
-
Eisenstein entremeia seu formalismo típico com passagens cinematograficamente poéticas que dão vida ao registro. Mikhail Romm claramente se inspira em "Outubro" para as cenas da tomada do Palácio de Inverno de São Petersburgo em seu "Lenin em Outubro".
-
A narrativa dispersa e a aparente exigência de certo conhecimento histórico fazem o filme soar desconexo e episódico. O "povo-protagonista" não funcionou tão bem aqui quanto em 'Encouraçado...'.
-
Nem consegui muito bem separar quem é menchevique, bolchevique ou czarista em cada cena, mas isso não é o que importa, as sequencias de imagens são sensacionais, obra-prima e referência eterna para a montagem em cinema.
-
Quem quiser se informar sobre o que foi a Rússia em 1917 talvez não tenha em "Outubro" sua melhor fonte. Mas, tratando-se de um filme de Eisenstein, isso é o que menos importa.
-
Baita exercício de paciência. Eisenstein já havia feito muito melhor antes e por esse Outubro nem deveria ser lembrado.
-
Filme gigante, o verdadeiro épico de Eisenstein é uma catarse elucidativa acerca da edificação, da consagração histórica e artística e, como efeito, dos limites de um Cinema contestador que não se faz mais, em lugar nenhum hoje, no século XXI. FILMAÇO.
-
A montagem de Sergei é tão documental e episódica q a trajetória dos protestantes marcada por opressões e vai-e-vem de discursos e assembléias políticas se tornam um teste de paciência mto difícil. Serve pra ser estudado numa dessas faculdades de história
-
23/09/11
-
O cinema em estado puro! Em toda sua grandiosidade e oponência! Eisenstein era um gênio a serviço do espetáculo cinematográfico! Não olho para o discurso, não me importo com o tempo, sei que eles estão lá, são partes importantes da obra! Tudo é imagem!
-
Brilhante e incontestável capacidade técnica,película excelente e forte jovens.
-
Misto de reconstituição e propaganda consegue ser convincente,na época então ! Com a trilha sonora incluída o ataque dos bolcheviques é até emocionante,mas o que se destaca mesmo é a montagem.
-
Propaganda comunista até que muito bem feita para os padrões e dificuldades da época.
-
Talvez para a época o filme fosse interessante. Aqui ele apenas narra os fatos sob a ótica dos Bolcheviques. De bom só a trilha sonora e a participação de muitas pessoas em um mesmo filme.