
- Direção
- François Truffaut
- Roteiro:
- François Truffaut, Marcel Moussy, David Goodis (romance)
- Gênero:
- Drama, Policial
- Origem:
- França
- Estreia:
- 31/12/1969
- Duração:
- 85 minutos
Lupas (15)
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Fatalismo e transitoriedades curiosas em meio a presença diminuta e agonizante do Aznavour (enterrando o romantismo de outrora?). Fazia tempo que não via nada do Truffaut, méritos ao Bruno Andrade que fez observações interessantes quanto ao filme https://letterboxd.com/timeistheking/film/shoot-the-piano-player/
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Entre a primeira e a última cena embaladas pela mesma música-tema ao piano, muita coisa acontece. Na cena final, entretanto, as notas mais pesadas e o olhar perdido e desolado de Charles Aznavour conferem a ela outra significação, sustentada ainda por mortes, revelações ao espectador e pensamentos que incessantemente atormentam o protagonista. Em meio a tanto, a camada narrativa da perseguição é o que menos empolga.
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Truffaut sem seu personagem alter-ego fazendo um noir fragmentado e walshiano, um Godard menos radical, o que também é bom.
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25/10/08 - Misturando policial, suspense, comédia, romance e musical, Truffaut realizou um delicioso e divertido filme.
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Abordagem anárquica mediada por vários riscos que se revelaram referência para o dinamismo e narrativa do cinema contemporâneo, com montagem e movimentos de câmera que elevam a experiência a outro nível. Divertido, desolado, político, sarcástico.
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Das poucas vezes, senão raras que Truffaut me decepcionou e não à toa, já que o forte do cineasta francês eram seus diálogos e sentimentalidades, nunca troca de tiros, sequestros e suspense. Fraco.
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Seus maior mérito são registrar a porção ator de Aznavour e funcionar como o primeiro reforço de que Truffaut era o cineasta dos homens de muitas paixões.
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Um filme onde a narrativa desfragmentada causa bom efeito. Conhecemos bem um personagem complexo e sentimos bem sua história, apesar dessa narrativa. Legal o começo noir e a discussão sexista que o filme carrega.
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Um filme para a liberdade e a favor da aplicação da mesma, em múltiplos sentidos. A homenagem de Truffaut a Carné e Renoir, principalmente. Sensacional.
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Humor, lirismo, personagens interessantes, condução dinâmica, música, o enredo apenas como subterfúgio pra tudo isso. Filmaço.
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A vida de um homem que tem que cantar música alegre enquanto vive sua vida triste, carregada de tragédia e timidez. Resgata alguns traços do cinema noir americano, tanto apreciado pelos fundadores da Nouvelle Vague.
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Tem todos os elementos técnicos-artisticos que notabilizaram a Nouvelle Vague e ainda é divertido pacas.
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Mesmo tendo bons momentos, o estilo "desmiolado" da trama e o elenco "burocrático" o tornam maçante.
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Belos planos e uma narrativa eficiente, fazem deste filme um bom trabalho de Truffalt.
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Um tributo ao cinema noir americano e sobretudo a literatura do mestre David Goodis,isso sendo realizado por Truffaut logo após seu magnífico debut,é de se esperar uma obra-prima,drama tragicômico num thriller de perseguição com mise en scéne fenomenal.