Queda! As Últimas Horas de Hitler, A
Cine-bografia de uma das personalidades mais influentes do século XX. Filme é sim, um dos grandes a tratar um tema que continua sempre atual, e mais, sem apelos aparentemente se deter em apelos ideológicos, nem muito menos a trazer um papel maniqueísta pra tela, Oliver Hirschbiegel nos mostra não apenas aquele Hitler carrancudo e monstruoso, o fuhrer, líder da Alemanha Nazista, mas em A Queda: As Últimas Horas de Hitler seu diretor consegue ampliar o sentido de sua obra msotrando a persona Hitler e as múltiplas histórias, dando voz e vez a mulheres, crianças, generais, professores que estavam lá na hora em que o fuhrer e Adolph Hitler viram o seu sonho megalomaníaco ruir.
Somos levados a conhecer a personalidade de Adolph Hitler, o fato de o mesmo não beber, não fumar e ser fisurado em comida vegetariana. Não obstante, o diretor Hirschbiegel conta também a história de vários personagens presentes nesses momentos. Seja nas secretárias do fuhrer, seja de Eva Braun, mulher de Hitler, ou também no trato que é dado a presença das crianças diante do horror do fim de uma guerra perdida.
Nesse sentido, há um tom relativamente saudosista acompanhando a narrativa, todo um sentimento de desespero por parte da cúpula da SS frente ao avanço dos aliados. Todavia, Hirschbiegel ( do belo A Experiência) não poupa às atitudes de Hitler nem de seus generais. O fuhrer não deixa de ser aquele ditador impiedoso, vil, ele continua sendo aquele que foi um dos responsáveis pela morte de seis milhões de judeus em campos de concentração.
Outro ponto de destaque fica em como são mostrados os bastidores das conversas de Hitler e seus comandados, a tensão de uns, fiéis a toda e qualquer ordem do fuhrer, esses que ainda acreditavam em uma reviravolta do exército alemão, em detrimento de outros que ansiavam por um rendimento ou acordo com os Aliados.
O Roteiro baseado num livro, mantém-se nesse sentido de dar voz aos personagens secundários, claro enfocando a presença de Hitler. Confeço que há de fato, alguma falta de intimismo eu diria com relação a pessoa de Hitler, que sempre aparece ao lado daquelas pessoas presentes na ocasião. Há também um ritmo um tanto arrastado, compreensível, um tanto ao estilo de O Pianista, só que a Edição de algumas cenas peca pela previsibilidade, cito uma: Na cena em que a mãe, primeiro dá um medicamento pra que seus filhos durmam, é gasto um grande tempo pra isso, em seguida, somos levados ao instante em que a mesma envenena às crianças com o objetivo de as livrar de um mundo sem o Nazismo, devido a longa duração da cena ela fica um tanto chata, já que desde quando ela da o primeiro gole do medicamento de dormir a um de seus filhos já ficamos chocados, já entendemos o que se passará.
Com relação às atuações o destaque fica por conta do suíço Bruno Ganz, na pele de Hitler. Atuação impecável, digna de Oscar ( No lugar de Eastwood), Ganz encara um papel dificílimo esbanjando segurança e viceralidade, certos momentos impreciona seus gestos, seu tom de voz firme, sua demostração de autoridade.
Tecnicamente, também temos uma grande produção, uma das maiores do cinema Europeu. A Fotografia utilizada mostra um Bunker claustrofóbico além de que seus tons fortes e escuros aumentam o trabalho de análise psicológica coletiva feita no filme, assim como a Fotografia da Berlim destruida, a mente das pessoas também o estavam, revelando o trauma de perder uma guerra e ter sua cidade como espelho disso.
A Queda acaba tendo seu único pecado a Montagem que foi feita de algumas cenas, ademas, é um ótimo filme, emocionante em vários aspectos, um dos melhores filmes da atual safra européia e que serve pra legitmar o lugar da Alemanha enquanto celeiro de bons filmes.
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