Casablanca é talvez o melhor dos clássicos da "Era de Ouro", talvez não o mais bem feito, mais rico em detalhes, mas sem dúvidas, na linha de Kane, um dos mais cativantes do tempo em que qualquer pessoa passava mais tempo no cinema do que em qualquer outro lugar, e a dieta básica consistia de pipocas e refrigerantes consumidos no cine.
É uma bela história de amor nos tempos de guerra. Essa, está sempre ali, mas apenas de forma a condicionar o ambiente, sem jamais tirar o glamour das ocasiões, sem quebrar o sentido do filme com cenas de batalha. A grande genialidade do filme é, sem dúvidas, o roteiro "escrito" por Murray Burnett, Joan Alison, Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Howard Koch - explico as aspas na palavra escrito: foi tanta indecisão sobre o final, tanta, que apenas poucos dias resolve-se o destino da trama, diga-se de passagem, genial. Tudo isso, deu vasão a uma infinda ambiguidade na tecitura da obra, ambiguidade essa que inclusive servira para supor uma possivel homossexualidade nas entrelinhas do filme, o que é relativamente sentido através da relação entre o Capitão Renault e Rick Blaine.
Dirigido pelo talentoso Michael Curtiz, Casablanca abocanhou quatro importantes Oscar em sua época: Ator Coadjuvante, Filme, Direção e Roteiro.
A história se passa em Casablanca, cidade portuária do Marrocos, então posse da França, já ocupada pelos nazistas. Casablanca era rota de fuga para pessoas que intensionavam fugir dos nazistas, geralmente compravam vistos e passagens a altos preços com destino à América. Rick - Humprey Bogart -, é dono de um bar famoso em Casablanca. Certo dia, ele reencontra Ilsa - Ingrid Bergman -, norueguesa com qual tivera um caso em Paris, essa, por sua vez, vem acompanhada de Victor Laszlo, seu marido, que é líder de uma resistência contra os nazistas. A história girará em torno dessas pessoas, que amam, mas que tem de agir conforme a situação de interesses envoltas sobre a Segunda Guerra.
O grande destaque, como já dito é o Roteiro, esse, de tão brilhante, faz com que cada personagem seja rico em detalhes, cheios de si, fortes em suas personalidades, eles amam, sem dúvidas, um amor verdadeiro, mas, acima de tudo, tal amor está sempre circunscrito ante suas personalides, ante também a Guerra - abstenho-me de aprofundar os casos que exemplificariam atis afirmações, pois seriam uma chuva de spoilers.
Tecnicamente, embora com problemas, principalmente de orçamento, é inegável a beleza de Casablanca, princiapalmente a Fotografia, se bem que ressaltada pela beleza do local, uma mistura de Cairo e Havana, cheia de povos em busca de um destino menos insólito.
Por muito mais Casablanca encanta, cativa pelo seu roteiro e persoangens ambiguos, pela bela história de amor, pela presença estonteante de Ingrid Bergman, pela canastrão Bogart em seu melhor papel, por Claude Rains em um dos papéis mais interessantes do cinema. Uma obra imortal.
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