Tim Burton acerta a mão em sua proposta nesse Batman - o Retorno. O que não o livra de mediocridades herdadas do anterior. O Batman de Burton é "inocente" demais pro personagem do quadrinho. Assim, Burton mantém o clima lúdico circense, a bestialidade acrítica do povo de Gothan City - esse a grande metáfora de quão poderosa pode ser a imprensa na opinião pública. Embora os vilões sejam melhores trabalhados nessa segunda trama, e, graças ao Roteiro, entendemos um porque descente deles agirem a sua maneira, sentimos novamente falta de uma análise mais segura do morcegão. Enquanto Pinguin e Mulher-Gato roubam o filmes pra si, Batman, mais uma vez, acaba parecendo um fantoche que aparece para por um fim a graça do filme e encerrar o mesmo.
O Roteiro que antes fizera do filme uma aberração que não falava por si, mas por imagens, agora está melhor, a história de Pinguin, sagazmente interpretado por DeVito, é interressantíssima e retrata um personagem denso. Mulher-Gato equivalentemente, interpretada pela bela Pfeiffer, conduz o filme a uma trama rica diante das possibilidades de tratamentos a se tabalhar com seus personagens. O filme é esses dois. DeVito consegue atuar bem, dar credibilidade a um personagem difícil de interpretar, instigante, e pouco "charmoso". Mulher-Gato é um sex-simbol, Michele Pfeiffer está perfeita, trejeitos, falas, corpo, tudo esbanja sen (e sex) ualidade, imortal papel.
Visualmente semelhante ao anterior, agora Gothan tem seu lado sombrio explorado contrastante as luzes do Natal. Direção de Arte impecável, além da Fotografia estritamente bem trabalhada, alça o filme a um grau exemplar, que cativa.
Batman enfrentará dois inimigos agora, sempre como inimigo da sociedade, o Cavaleiro das Trevas apaixonar-se-á mais uma vez, terá um grande desafio pela frente, por que ele luta? Em seus dois filmes Burton parece que careceu explicar-nos.
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